Defesa de Taques quer que Grampolândia seja analisada pela Justiça Eleitoral

Em depoimento, militares envolvidos no esquema afirmaram que tudo começou com grampos contra adversários políticos

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

A suposta participação do ex-governador de Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB), no esquema de escutas telefônicas ilegais conhecido como Grampolândia Pantaneira, pode acabar sendo julgada pela Justiça Eleitoral.

Ao menos esse deve ser o pedido da defesa do ex-governador, patrocinada pelo advogado Emmanuel Figueiredo, segundo revelou à imprensa, na tarde de quarta-feira (6).

O encontro com jornalistas aconteceu no Fórum de Cuiabá, onde teve início o julgamento de cinco militares acusados de envolvimento no caso.

O advogado teria levado ao promotor de Justiça fatos que poderiam causar a nulidade da ação. Ele citou, por exemplo, que o coronel PM Zaqueu Barbosa – um dos denunciados – levantou uma informação nova ao prestar depoimento para a Polícia Civil, em outubro.

Zaqueu afirmou que Pedro Taques teria ordenado a destruição das provas relacionadas aos grampos depois que o caso foi descoberto, em 2017.

À imprensa, Figueiredo lembrou que, até o momento, o ex-governador não responde a nenhuma ação criminal relacionada ao caso. No entanto, cabe destacar que, desde julho, quando os militares foram interrogados pela Justiça, Taques foi apontado como o mandante do esquema.

Emmanuel Figueiredo cita crime eleitoral e deve pedir declínio se Taques for denunciado (Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

A tese que o esquema é um crime eleitoral também chegou a ser denunciada pelos próprios militares acusados de envolvimento.

O coronel Zaqueu Barbosa, por exemplo, afirmou que Taques o procurou pedindo que ele operasse os grampos. O objetivo seria escutar adversários políticos, como o jornalista José Marcondes (Muvuca).

A saída do caso da Justiça estadual é entendida como uma manobra por parte do ex-governador, uma vez que os crimes eleitorais têm penas mais brandas.

Contudo, Figueiredo afirmou que deve aguardar a conclusão das investigações para que, se Taques for denunciado, um pedido de declínio de competência seja feito.

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