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Grampolândia: Siqueira se cala

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Camilla Zeni

Depois de ter sido adiada pela ausência de um advogado, a acareação da Polícia Civil com envolvidos na Grampolândia Pantaneira ocorreu nessa segunda-feira (4). Na sala da força-tarefa que investiga os casos de escutas clandestinas, o coronel PM Airton Siqueira Junior foi o único a ficar calado.

A acareação – o depoimento “cara a cara” entre os envolvidos – foi necessária porque o coronel Siqueira contradisse o que outros dois militares alegavam.

Os coronéis Evandro Lesco e Zaqueu Barbosa afirmaram que o ex-governador Pedro Taques (PSDB) teria ordenado a destruição dos grampos ilegais depois que o caso foi descoberto. Conforme o cabo PM Gerson Corrêa afirmou à Justiça, as placas de softwares utilizadas para os grampos foram jogadas no Rio Cuiabá, em 2017.

A delegada Ana Cristina Felder, que comanda as investigações ao lado da delegada Jannira Laranjeira, destacou que a investigação é complexa e ainda trabalha para “desembaraçar” declarações feitas por Gerson. O militar foi considerado o ponto-chave do esquema, mas prestou diversos depoimentos que, segundo a titular da Polícia Civil, causou confusão.

Já quanto ao silêncio do coronel Siqueira, Ana Cristina lembrou que o militar fez uso de um direito constitucional. Ela ainda assegurou que a manobra não atrapalhou os trabalhos, os quais considerou “bem sucedidos”.

As investigações seguem em andamento e o próprio ex-governador Pedro Taques deve ser ouvido em momento oportuno, conforme a delegada.

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