Do armário para o rio

O cabo PM Gerson Correa disse que gravações clandestinas estão no fundo do rio

(Foto: Suellen Pessetto/O Livre) - Juiz Marcos Faleiros reinterroga cabo Gerson Correa

O cabo da Polícia Militar Gerson Luiz Correa Junior guardou, por anos, as placas de computador usadas pelo núcleo clandestino de interceptações telefônicas na casa da sua mãe. Ao menos foi o que ele afirmou para a Justiça, na tarde de quarta-feira (17), quando passou por reinterrogatório na 11ª Vara Criminal de Cuiabá.

Segundo o militar, ali estavam todas as provas dos grampos ilegais orquestrados no esquema que ficou conhecido como “Grampolândia Pantaneira”.

Com medo de um mandado de busca e apreensão, em 2017 – quando o escândalo dos grampos veio à tona -, ele diz que as buscou, quebrou e jogou fora, acatando ordens do coronel PM Airton Siqueira Junior.

As placas, agora, estão no fundo do Rio Cuiabá. À Justiça, ele afirmou: “vocês jamais vão encontrar, porque eu destruí todo. Joguei no rio”.

Aliás, a única possibilidade de se obter parte dos áudios grampeados, segundo Gerson, seria com o suposto financiador e criador do esquema de grampos, o ex-secretário e advogado Paulo Taques. Segundo o cabo, os áudios que envolviam Tatiane Sangalli (suposta amante de Taques), a ex-servidora da Casa Civil, Caroline Mariano, e o jornalista José Marcondes – o Muvuca -, foram entregues em um pendrive ao ex-secretário.

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