Promotor quer saber se militares da Grampolândia são investigados por outros crimes

O MPE levou em consideração a criação de uma lei que mudou a competência da Vara Militar para julgar os coronéis

Coronel da PM Evandro Lesco (Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

O promotor de Justiça Allan Sidney do Ó, da 13ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá, quer saber se os militares envolvidos na Grampolândia Pantaneira também respondem a outras ações sobre o caso das escutas clandestinas ou organização criminosa.

No dia 30 de outubro ele pediu que o juiz Marcos Faleiros, da Vara Militar, envie um ofício para a 7ª Vara Criminal, para obter as respostas.

O pedido se refere aos coronéis da PM Zaqueu Barbosa, Evandro Lesco e Ronelson Barros, ao tenente-coronel Januário Batista e ao cabo Gerson Corrêa.

Allan do Ó questiona se há ainda que inquéritos envolvendo os militares e outros civis, como o ex-governador Pedro Taques e o ex-chefe da Casa Civil, Paulo Taques.

O promotor explicou que quando ofereceu a denúncia contra os coronéis, a Justiça Militar apenas tinha competência para analisar os crimes militares. Dessa forma, atos de organização criminosa ou mesmo escutas clandestinas não seriam analisados no juízo.

No entanto, uma lei de outubro de 2017 alargou a competência da Vara, o que permitiria que o mesmo juiz analisasse o caso completamente. Além disso, desde o oferecimento da denúncia contra os coronéis, novos inquéritos foram levados à 7ª Vara Criminal, envolvendo o escândalo dos grampos.

Na semana passada, o promotor também pediu autorização para incluir mais documentos no processo da Vara Militar. Ele informou que recebeu novos procedimentos do Núcleo de Ações de Competência Originárias (Naco) Criminal, que investiga o caso.

No entanto, o pedido ainda não foi atendido pelo juiz Marcos Faleiros. O magistrado informou que vai analisar o caso apenas no dia do julgamento, marcado para ocorrer entre 6 e 8 de novembro.

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