Justiça mantém preso homem que matou a esposa

Segundo a decisão, a prisão de Edilson Camelo Pinto Filho é importante para manter a ordem pública

(Foto: Divulgação)

O pedido de liberdade feito por Edilson Camelo Pinto Filho foi negado pela Justiça. O rapaz é acusado de matar a esposa Nayara Rodrigues Azevedo e fugir para o Pará, onde foi preso quase oito meses depois do crime.

A negativa judicial foi divulgada no Diário de Justiça Eletrônico (DJE) desta sexta-feira (13). Na argumentação, a Justiça pontua que não é possível aplicar outras medidas cautelares, que não sejam a prisão, porque existem indícios de autoria que levam a Edilson. Além disso, a liberdade do acusado colocaria em risco a ordem pública, lembrando que, após o crime, o homem fugiu do local do assassinato.

“Os predicados pessoais do paciente não têm o condão de, isoladamente, avalizar o direito à revogação ou relaxamento do seu decreto preventivo, eis que presente um dos requisitos autorizadores da custódia cautelar: a garantia da ordem pública”, reforçou.

O crime

Nayara foi morta a tiros e o corpo foi descoberto três dias depois (Foto: Reprodução)

O corpo de Nayara, de 23 anos, foi encontrado no dia 29 de março de 2021, em uma residência de um assentamento na zona rural de Ribeirão Cascalheira (890 km de Cuiabá). A vítima foi alvejada com disparos de arma de fogo.

O cadáver foi localizado depois que a mãe de Edilson procurou a polícia e disse que não via o filho e a nora há três dias. A mulher relatou ainda que foi até o local onde o casal morava e não percebeu nenhuma movimentação. Porém, sentiu um forte odor. Quando os militares chegaram à residência, encontraram o corpo da jovem, em avançado estado de decomposição.

Inicialmente, a mãe do suspeito se mostrou desesperada e declarou à Polícia Civil que o filho podia ter sido sequestrado. Na semana seguinte ao crime, a mulher mudou a informação dada anteriormente aos policiais civis e disse que o filho tinha ido ao estado de Goiás para comprar gado.

Prisão

Após a mãe de Edilson apresentar versões contraditórias sobre o paradeiro do rapaz, a Polícia Judiciária Civil fez o pedido de prisão do suspeito. O homem foi localizado no Pará, em novembro.

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