Justiça suspende julgamento de médico acusado de matar a mulher grávida

O júri foi remarcado após a defesa alegar que a oitiva de uma testemunha, que atua como assistente no time do acusado, é necessária para o processo

(Foto: Freepik)

O júri do médico Fernando Veríssimo de Carvalho, marcado para essa segunda-feira (20), em Rondonópolis (a 212 km de Cuiabá), foi remarcado para 10 de novembro. O rapaz é acusado de ter matado a companheira Beatriz Nuala Soares Milano, de 27 anos, que estava grávida de quatro meses.

A suspensão aconteceu depois que a defesa do réu pediu a oitiva de uma testemunha que atua no time em prol do acusado. Contudo, essa pessoa acompanhou o depoimento do médico responsável pela necropsia da vítima e esse acesso entre as testemunhas e suas declarações é proibido.

Portanto, o juiz Wagner Plaza Machado Junior determinou a remarcação do julgamento, conforme previsão legal.

O que disse o perito?

O perito Marcio Landi reafirmou que as lesões encontradas no crânio da vítima condizem com um trauma causado por algum objeto. O especialista frisou ainda que os ferimentos foram causados com Beatriz viva.

A análise pericial descarta que a mulher tenha morrido por causas naturais, como por exemplo, por conta de um acidente vascular cerebral.

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Enquanto o julgamento não é realizado, Fernando continua preso na Penitenciária Major PM Eldo Sá Corrêa (Mata Grande). O médico é acusado de homicídio qualificado por motivo torpe, fútil, emprego de recurso que impossibilitou a defesa da ofendida, feminicídio praticado durante a gestação e aborto sem o consentimento da gestante.

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