PSD está dividido entre três pré-candidatos a governador

Alas do partido divergem entre apoiar Taques, Mendes e Wellington

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Sem candidato ao governo estadual, o PSD está dividido em três grupos que “brigam” , entre si, pelo poder de decisão quanto ao apoio do partido nas eleições deste ano. Alguns querem caminhar ao lado do governador Pedro Taques (PSDB), outra ala quer apoiar o senador Wellington Fagundes (PR) e outra está próxima do ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (DEM). Apesar das divergências, os três grupos pregam que a sigla deve sair unida depois de definir o rumo na convenção, a ser realizada até 5 de agosto.

O grupo ligado ao presidente do partido, o ex-vice-governador Carlos Fávaro, defende o apoio a Mendes. Fávaro já acertou participação na chapa majoritária do DEM e deve concorrer ao Senado, ao lado do ex-senador Jayme Campos (DEM). Para conseguir a vaga, ele desbancou o deputado federal Adilton Sachetti (PRB), que também ambiciona concorrer a senador na chapa de Mendes. Fávaro conta, inclusive, com apoio do MDB para sua pretensão.

Os quatro deputados estaduais que devem tentar a reeleição defendem a aliança com Pedro Taques. Ondanir Bortolini “Nininho”, Gilmar Fabris, Pedro Satélite e Wagner Ramos continuam na base governista, onde estão desde 2015, e defendem que o partido se coligue com o tucano. Eles prometeram buscar apoio de prefeitos e membros do diretório para emplacar a proposta na convenção e fazer o PSD voltar para o ninho.

A ideia de retornar ao grupo governista, porém, é rejeitada por Fávaro e seus aliados. Ele renunciou ao cargo de vice-governador em abril, em meio a desentendimentos com Taques, e na sequência assinou o manifesto dos dissidentes, elencando motivos para não apoiar a reeleição do tucano.

O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga, por sua vez, pertence ao grupo, formado por alguns prefeitos e vereadores, que defende o retorno do PSD para a aliança de outros candidato de oposição, Wellington Fagundes. A direção do partido passou algumas semanas no arco que sustenta a pré-candidatura dele, mas acabou deixando o senador. “Sou simpático ao Wellington porque ele é municipalista e os prefeitos vão ter mais acesso. Ele conhece os trâmites em Brasília e o PR tem força no Ministério dos Transportes, que é o grande gargalo do Estado”, disse Neurilan.

Apesar da decisão de Fávaro de participar da coligação de Mendes, Neurilan insiste no apoio a Wellington. “Eu não estou fechado com Mauro. Demos ao Fávaro a missão de conversar com os grupos de oposição, porque não estaremos na aliança do governador. Não tenho restrição ao Mauro, mas Fávaro tem colocado que não tem caciquismo no PSD. Então a decisão será do diretório”, disse.

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