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Corrupção, direita e esquerda: primeiro debate quase não tem propostas para o eleitor

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Reinaldo Fernandes

Casos de corrupção – ou pelo menos as suspeitas deles – foram o principal assunto do primeiro debate entre os candidatos a prefeito de Cuiabá nas eleições deste ano. Ao longo de todo o embate – promovido pela TV Vila Real nesta quinta-feira (15) -, os postulantes ao cargo tentaram colocar os adversários em situações vexatórias, sendo citando investigações ou mesmo associações a grupos ou partidos políticos.

O tom foi afinado pela ausência do candidato à reeleição Emanuel Pinheiro (MDB). A recusa dele em participar foi vista como uma tentativa de fuga das explicações sobre o “escândalo do paletó” e sobre a investigação contra quatro de seus secretários, suspeitos de atos criminosos durante a gestão. 

Os principais ataques a Emanuel Pinheiro ficaram na área da saúde, que teve dois secretários afastados em três anos de mandato. Supostos desvios de dinheiro – ainda em investigação – foram apontados pelos candidatos como o motivo de falhas na prestação de serviços no Sistema Único de Saúde (SUS). 

Gilberto Lopes Filho (Psol) acusou Roberto França (Patriota) de envolvimento em propina denunciada pelo ex-governador Silval Barbosa (sem partido) e associou Abílio Junior (Podemos) à campanha de 2016 de Emanuel Pinheiro. 

Abílio, por sua vez, criticou a filiação de Julier Sebastião ao PT (Partido dos Trabalhadores) e criou mal-estar ao responder uma pergunta de Gisela Simona (Pros) com argumento descuidado sobre o papel da mulher no funcionalismo público. 

Direta, esquerda e o eleitor deixado de lado 

As escassas propostas de gestão apresentadas ficaram enviesadas pelas críticas sobre tendência partidária. A dicotomia entre direita e esquerda foi bastante usada para se falar sobre serviços públicos e máquina pública. 

Aécio Rodrigues (PSL) e Paulo Henrique Grando (Novo) falaram em reduzir a intervenção da prefeitura nas atividades econômicas e mencionaram a transferência de serviços, como o transporte público e o saneamento, para a iniciativa privada. 

Houve acusação de “privatização” e de “políticas de direita” nas atividades públicas. 

Gisela Simona e Gilberto Lopes Filho defenderam servidores e políticas de assistência ao funcionalismo e prometeram ações próprias para o segmento. 

Houve críticas de que seguem a linha de esquerda, de inchaço da máquina pública, com criação de cargos para acomodação política em detrimento da menor interferência estatal. 

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