O apresentador Roberto França Auad (Patriotas), 72 anos, voltará a disputar o comando da Prefeitura de Cuiabá 16 anos após o último mandato. Nos últimos anos, ele teve participação discreta na política e diz que tentará o cargo pela terceira vez por apelo de amigos e conhecidos.
Reconhece que a política mudou nesse intervalo, mas se vê atualizado, em condições de dar continuidade àquilo que deixou na prefeitura no tempo de dois mandatos seguidos (1997-2004).
“Vários programas que eu executei na minha gestão foram modernos já naquela época. A gestão humanizada e a proteção das mulheres, que hoje está na moda, tiveram programas criados lá atrás, quando eu era prefeito”, afirmou.
Roberto França tem um longo histórico na vida política, com uma eleição para vereador em Cuiabá na década 1970 e cinco consecutivas para deputado estadual (de 1974 a 1990), além de duas para deputado federal.
Contudo, disse que não vê problema em lidar com dicotomia feita em hoje em dia entre “velha política e nova política”. Para ele, a política é conduzida pela qualidade pessoal de cada gestor, pelo comprometimento com o dinheiro público e transparência.
Ao invés de velha e nova política, para ele, a incisão é mais profunda e distingue os bons gestores dos mal gestores. E isso é apresentado pelo histórico de cada político.
“É a mesma coisa de separar o joio do trigo. São parecidos e o que diferencia é qualidade de um e de outro. A política é feita por alguém e esse é alguém é classificado de bom ou mal gestor”, disse.
A mudança de perfil, diz ele, é algo inerente à vida política e, daqui para frente, o que terá realmente peso serão as modificações que a pandemia e contágio do novo coronavírus vão impor à gestão pública.