17 de abril de 2026 17:50
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Acusado de chefiar jogo do bicho, genro de Arcanjo é solto e vai usar tornozeleira

Foto de Camilla Zeni
Camilla Zeni

O empresário Giovanni Zem Rodrigues conseguiu liberdade na tarde desta quarta-feira (7), durante julgamento da Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Ele é genro do ex-comendador João Arcanjo Ribeiro e foi apontado como líder da organização criminosa Colibri, que comandava os jogos do bicho em Mato Grosso.

Giovanni está preso desde o dia 29 de maio, quando foi alvo da Operação Mantus. Ele estava em Guarulhos quando foi preso pela Polícia Civil, ao desembarcar em São Paulo.

Relator do pedido de liberdade, o desembargador Rui Ramos observou que diversas medidas cautelares podem ser impostas ao acusado, em substituição à restrição de liberdade. Por isso, determinou que Giovanni seja monitorado por tornozeleira eletrônica e que seu passaporte seja entregue à Justiça.

Ele foi seguido pelo desembargador Gilberto Giraldelli, que, em seu voto, considerou que as cautelares já seriam suficientes para garantir a ordem pública.

Por sua vez, o desembargador Juvenal Pereira da Silva propôs a extensão da decisão de soltura para todos os demais presos, acusados de participarem da organização Colibri.

“Já que concedido ao que seria, em tese, o chefe da organização criminosa, que seria o Giovanni, se se solta o maior, que se vá o menor. Então estendo aos demais”, disse.

Apesar da proposta, os desembargadores não a colocaram em votação.

Operação Mantus

A operação resultou em 33 mandados de prisão e denúncia pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPE), oferecida no dia 14 de junho. Segundo as investigações, Giovanni teria sido o responsável por manter os negócios enquanto João Arcanjo ficou 15 anos preso.

A Polícia Civil apontou um boletim de ocorrência no qual um homem disse ter sido ameaçado por Giovanni, que teria quebrado as máquinas de jogo da organização concorrente, a FMC/Ello – também alvo da operação.

Mensagens encontradas no telefone de uma terceira pessoa apontariam ainda, que Giovanni cobrava seu “empenho” nas ações e que o empresário era quem recolheria os “acertos” das máquinas de jogos.

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