João Arcanjo está sendo culpado por ser o dono de factoring, diz advogado

Arcanjo esteve no Fórum para audiências sobre esquema de desvio de dinheiro público

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

O advogado Zaid Arbid, que faz a defesa do ex-comendador João Arcanjo Ribeiro, afirmou que seu cliente está sendo apontado como culpado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPE) porque era proprietário da Confiança Factoring.

A declaração refere-se às ações penais oriundas da Operação Arca de Noé, deflagrada em 2002, para combater crimes financeiros e contra a administração pública, envolvendo Arcanjo e diversos políticos da época.

Preso há dois meses alvo da Operação Mantus, João Arcanjo esteve no Fórum de Cuiabá na tarde de quarta-feira (31) para acompanhar três audiências. Entre os depoentes estava o ex-governador de Mato Grosso Julio Campos, que afirmou ser amigo do empresário e negou conhecer os esquemas pelos quais ele responde.

À imprensa, o advogado de Arcanjo afirmou que o cliente “é e sempre foi empreendedor”, mas que não administrava todas as empresas.

“João Arcanjo nunca operacionalizou nada, nunca emprestou nem recebeu dinheiro de ninguém, em termo de factoring”, garantiu Zaid.

O advogado ainda afirmou que João Arcanjo “tinha quem mandava e desmandava dentro da empresa”, e que a responsabilidade penal é subjetiva.

Disse ainda que a responsabilidade por supostas transações irregulares não poderiam cair sobre o empresário apenas porque ele é o proprietário. Do contrário, afirmou, diversos sócios e acionistas que não participam efetivamente de empresas seriam prejudicados.

Na Operação Arca de Noé, as investigações apontaram diversas transações financeiras envolvendo, principalmente, a Confiança Factoring e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Contudo, os esquemas seriam ilegais e teriam causado prejuízo aos cofres do estado.

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