Silval e ex-secretários vão ser reinterrogados sobre desvio milionário

Eles respondem na Justiça por desvio de dinheiro e fraudes em licitação para fornecimento de combustível

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

O ex-governador Silval Barbosa, seu chefe de gabinete, Silvio Cezar Corrêa Araújo, ex-secretários e empresários voltarão ao Fórum de Cuiabá para novo interrogatório, por determinação do juiz Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá. Dessa vez eles devem prestar esclarecimento sobre um desvio milionário investigado na Operação Sodoma 5.

A quinta fase da operação foi deflagrada em fevereiro de 2017 e apurou licitações fraudulentas, desvio de dinheiro público e pagamento de propinas, realizados pelos representantes da empresa Marmeleiro Auto Posto LTDA e Saga Comércio Serviço Tecnológico e Informática LTDA, em benefício da organização criminosa.

Conforme determinação do juiz, as audiências deverão acontecer nos dias 27, 28 e 29 de agosto, sempre a partir das 14h. O mesmo reinterrogatório já estava previsto para acontecer em abril, mas foi suspenso por decisão da Justiça.

No primeiro dia, serão ouvidos Silval, Silvio Corrêa e o ex-secretário de Administração, Cesar Zilio. No dia seguinte, serão interrogados o ex-secretário de Saúde, Pedro Elias Domingos de Mello, o ex-secretário-adjunto de Transporte e Pavimentação Urbana, Valdísio Juliano Viriato, e os empresários Juliano Cezar Volpato.

Sobre o caso, os últimos a serem ouvidos são o empresário Edézio Corrêa e os servidores Alaor Alvelos Zeferino de Paula e Diego Pereira Marconi, e o ex-secretário-adjunto de Administração e coronel da Polícia Militar, José de Jesus Nunes Cordeiro.

Desmembramento

Nesta ação, também figura como réu o advogado e ex-secretário de Administração Francisco Anis Faiad, que teve decisão favorável no Tribunal de Justiça de Mato Grosso pela suspeição da juíza aposentada Selma Arruda, antiga julgadora do caso. Devido ao processo movido no TJ por ele, as audiências da Sodoma agendadas para abril foram suspensas.

Com a decisão favorável, o juiz Jorge Tadeu decidiu desmembrar sua participação do processo.

Propina

Conforme as investigações, as fraudes em licitações teriam acontecido entre 2011 e 2014, no Governo do Estado.

Juntas, as empresas Marmeleiro e Saga Comércio teria recebido quase R$ 300 milhões com as licitações fraudadas. Com o dinheiro desviado, segundo as investigações, fizeram o pagamento de propinas para a organização criminosa de Silval, estimado em cerca de R$ 8 milhões.