Silval, Silvio Corrêa e Cezar Zilio depõem novamente sobre desvio de R$ 8 milhões

Eles respondem na Justiça por desvio de dinheiro por meio de fraudes em licitação para fornecimento de combustível

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Juiz da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Jorge Luiz Tadeu Rodrigues marcou para o dia 10 de abril um novo interrogatório do ex-governador Silval Barbosa, seu ex-chefe de gabinete, Silvio Cezar Corrêa Araújo, e do ex-secretário de Administração, Cesar Roberto Zilio. Na ocasião, eles devem esclarecer fatos descobertos na 5ª fase da Operação Sodoma, que apurou fraudes à licitação, desvio de dinheiro público e pagamento de propinas, para manter contratos de fornecimento de combustíveis com o Governo do Estado.

A decisão pelo novo interrogatório dos réus é do dia 12 de março, quando houve audiência de testemunhas de defesa.

Além deles, outros oito réus serão ouvidos nos dias seguintes. No dia 11 de abril, a partir das 14 horas, serão ouvidos o ex-secretário de Saúde, Pedro Elias Domingos de Mello, o ex-secretário-adjunto de Transporte e Pavimentação Urbana, Valdísio Juliano Virato, e o empresário Juliano Cezar Volpato. Os dois últimos são delatores da 5ª fase da Sodoma.

No dia seguinte (12), serão ouvidos o empresário Edézio Corrêa e os servidores Alaor Alvelos Zeferino de Paula e Diego Pereira Marconi.

Já para o dia 15 de abril foram marcadas as audiências com o ex-secretário-adjunto de Administração e coronel da Polícia Militar, José de Jesus Nunes Cordeiro, e o ex-secretário de Administração Francisco Anis Faiad.

Em todos os dias, as audiências acontecem na 7ª Vara Criminal e tem início às 14h.

Operação Sodoma 5

Deflagrada pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz), no dia 14 de fevereiro de 2017, a quinta fase da operação Sodoma apurou licitações fraudulentas, dinheiro público e pagamento de propinas, realizados pelos representantes da empresa Marmeleiro Auto Posto LTDA e Saga Comércio Serviço Tecnológico e Informática  LTDA, em benefício da organização criminosa.

Conforme as investigações, os crimes teriam acontecido entre os anos de 2011 e 2014, no âmbito do Governo do Estado. Juntas, as duas empresas receberam cerca de R$ 300 milhões em licitações fraudadas. Com o dinheiro desviado, fizeram o pagamento de propinas para a organização criminosa, estimada em cerca de R$ 8 milhões.

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Atualizada às 10h do dia 15/03

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