Queimadas no Pantanal têm vários motivos, diz governador

Mauro Mendes citou incidente doméstico, indígenas e legislação sem tradução para melhorar o controle das queimadas em áreas de vegetação

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

Governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM) disse nesta terça-feira (18) que as queimadas no Pantanal “têm muitos motivos”, que vão das condições climáticas à atuação de indígenas. 

Ele sobrevoou algumas áreas da região nesta tarde, juntamente com o ministro de Meio Ambiente, Ricardo Salles, em averiguação dos focos de fogo que se alastraram há cerca de um mês. 

“Sobrevoamos uma área gigante de difícil acesso, e muitas pessoas se perguntam o porquê das queimadas e elas têm muitos motivos. Temos desde processos que podem acontecer por acidente, temos minhoqueiros, incidentes domésticos, temos reservas. E temos aí a maior seca dos últimos 30 anos do nosso querido Pantanal”, disse. 

Segundo o governador, a queda de um fio de alta tensão, por exemplo, foi o motivo do início de um novo incêndio na região. Ele não explicou o que causou a queda e nem se estava dentro de propriedade privada.  

Também não foi esclarecido como as reservas indígenas estão lidando com as queimadas. Contudo, ele afirmou que todos os fatores citados criam condições inadequadas para a preservação da vegetação num clima já de forte estiagem. 

A seca foi ressaltada pelo ministro Ricardo Salles. Ele disse que o ambiente quente e seco e com ventos fortes transformam em desafio o combate ao incêndio na região. Eles sobrevoaram o município de Poconé (100 km de Cuiabá) e área do Sesc Pantanal. 

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“Nós encontramos centenas de pontos de queimada ao longo da viagem, ao longo do dia. São locais que os brigadistas e os aviões estão dando combate interrupto ao fogo, mas ainda assim esse fogo vem causando danos à fauna e à flora”, disse. 

Legislação obscura 

Segundo o governador Mauro Mendes, apesar das recentes mudanças na legislação ambiental do Brasil, ainda é necessário “traduzir” pontos das leis para uma nova realidade. 

Ele disse que é preciso novas técnicas de manejo de controle para evitar que a haja geração espontânea de incêndio em locais com alta concentração de material seco. 

“É uma legislação que precisa de algumas evoluções, precisamos traduzir alguns normativos legais. Está claro a mim, à secretaria [de Meio Ambiente] que precisamos melhorar esse arcabouço jurídico”, afirmou. 

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