Prefeito diz que ex-secretária “prevaricou” se não denunciou fraudes

Emanuel Pinheiro diz que declaração de Elizeth Lúcia de Araújo é "sem propósito" por ter sido feita dois anos após o fim da gestão

Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB) disse nesta terça-feira (3) que a ex-secretária de Saúde, Elizeth Lúcia de Araújo, pode ter cometido prevaricação por não denunciar indícios de crimes na pasta, na época em que era gestora. 

Segundo ele, a declaração da ex-secretária à CPI dos Medicamentos – instalada na Câmara de Cuiabá – é “sem propósito”, já que as suspeitas levantadas por ela só ocorrem dois anos após a sua saída do cargo. 

“Se ela tinha informações, ela deveria dito, se não disse, prevaricou. E eu acho estranho que a fala dela tenha sido feita dois anos depois. É uma fala sem propósito. É uma pena que uma secretária para quem a gente deu maior prestígio tenha saído assim, pela porta dos fundos”, afirmou. 

Elizeth Lúcia de Araújo disse ontem (2) em depoimento à CPI dos Medicamentos que sofria pressão de empresários e outros secretários durante sua atuação à frente da Secretaria de Saúde, entre 2017 e 2018. 

Pressão interna 

Segundo ela, uma das pessoas fazia essa pressão seria o ex-secretário de Saúde Célio Rodrigues da Silva, que administrava a Empresa Cuiabana de Saúde, na época. Elizeth disse que suspeitava de envolvimento de Célio com empresas fornecedoras do Centro de Distribuição de Medicamentos e Insumos de Cuiabá (CDMIC).

“Cheguei a ficar assustada quando o prefeito anunciou a nomeação do Célio [para a Secretaria de Saúde, em junho deste ano], porque eu já via, na minha época de gestora, um comportamento estranho dele [supostamente com representantes de empresas]”, disse. 

A ex-secretária também citou pressão de Milton Corrêa da Costa Neto, que ocupava o cargo de secretário adjunto de Planejamento e Operação de Saúde. Milton teria pressionado o prefeito pela nomeação de indicados dele na secretaria. 

Célio Rodrigues foi afastado do cargo na semana passada por ordem da Justiça Federal na  Operação Curare, da Polícia Federal, e Milton Corrêa da Costa Neto é citado no inquérito da Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (Deccor) na Operação Overpriced. 

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