Operação Overpriced: Emanuel diz que é “perseguido” pela Polícia Civil

Prefeito diz que "fatos estranhos" sempre sucedem "fatos positivos" de sua gestão e diz que MPE e Justiça são induzidos em erro

O prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB) declarou nesta quinta-feira (10) que acredita ser vítima de uma perseguição de determinados membros da Polícia Civil, que estariam agindo em “conluio” com o governo do Estado com o intuito de desgastá-lo e prejudicá-lo politicamente.

Na avaliação de Emanuel, a Delegacia de Combate à Corrupção não se dedicaria intensamente em suspeitas que recaem em atos do governo do Estado.

“Quem criou a Deccor? Quando foi criada a Deccor? Vamos fazer um levantamento das ações da Deccor. O Estado teve a questão do jatinho, dos livros, dos respiradores ‘xing-ling’, tem agora a questão do TCU, R$ 7 milhões, ameaçando convocar o governador na CPI e teve várias denúncias, mas parece que há uma imunidade do Estado com relação às ações da Deccor”, disse.

Suspeita de irregularidades na SMS

Nesta quinta-feira (10), a Polícia Civil deflagrou a segunda fase da Operação Overpriced, que apura suspeitas de irregularidades em contratos firmados pela Secretaria Municipal de Saúde. A Justiça decretou o bloqueio de R$ 2,175 milhões em bens de empresas privadas.

Ainda foi determinado que quatro servidores investigados à época dos fatos, possivelmente envolvidos com a organização criminosa, cumpram medidas cautelares, entre elas a proibição de acesso à Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá e proibição de contato entre investigados e servidores dos quadros do órgão de saúde da Capital.

Anúncio de vacinas

Em uma linha crítica de discurso, Emanuel ainda comentou que considera curioso uma operação policial que atinge diretamente sua gestão um dia após anunciar que o governo federal vai liberar doses extras de vacina contra a covid-19 para Cuiabá, o que foi alcançado após uma articulação direta com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

“São fatos estranhos que acontecem quando algo positivo é anunciado em favor de Cuiabá. Estão induzindo o Judiciário e o Ministério Público em erro, propositadamente, com o intuito de atingir o prefeito e a gestão Emanuel Pinheiro”, concluiu o prefeito.

Em outras ocasiões, Emanuel Pinheiro já declarou que se sente perseguido pela Polícia Civil no exercício do seu mandato. Em 2019, o prefeito recorreu à Assembleia Legislativa para denunciar suposto uso ilegal da estrutura da Polícia Civil pelo governador Mauro Mendes (DEM).

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