Servidores são alvos de ação por fraude em licitação de medicamentos em Cuiabá

Quatro funcionários da Secretaria de Saúde de Cuiabá tiveram R$ 2 milhões bloqueados por indícios de direcionamento e compra desregulada

Foto: Ednilson Aguiar/O Livre

Quatro servidores da Secretaria de Saúde de Cuiabá são alvos de ação que investiga fraude em licitação durante a pandemia da covid-19. A Polícia Civil aponta os servidores como “possíveis envolvidos em organização criminosa”, que teria atuado na compra de medicamento. 

Eles são investigados desde 2020 pela primeira fase da Operação Overpriced, que afastou o então secretário Luiz Antônio Pôssas do cargo, em outubro daquele ano.  

Os servidores têm ordem cautelar de proibição de acesso à Secretaria de Saúde de Cuiabá, de contato entre eles e com outros servidores na ativa.  

“Verificou-se que houve uma coordenação de aquisições baseadas na superestimação de consumo de medicamentos, muito além da necessidade de consumo em 180 dias, com o possível vencimento dos medicamentos”, aponta a Polícia Civil.

As ordens da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) foram emitidas pela juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiaá, Ana Cristina Silva Mendes. Também foi determinado bloqueio de R$ 2,1 milhões dos investigados. 

Confirmação de sobrepreço

Conforme a Deccor, além do direcionamento, foram identificados sobrepreço de medicamentos e a compra de medicamento por meio de dispensa, sob a justificativa de enfrentamento à pandemia do novo coronavírus. 

Contudo, os produtos comprados não seriam utilizados para o tratamento da covid-19, doença desenvolvida pelo vírus. Essa informação contesta a defesa do ex-secretário Pôssas, de que houve erro na análise de dados na Overpriced 1. 

“Foram detectadas irregularidades procedimentais com direcionamento para favorecer as empresas contratadas”, afirmou a Deccor. 

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