Overpriced: Investigação da Deccor cruza caminho da CPI dos Medicamentos

Vereadores querem acesso às informações de sobrepreço e produtos "em excesso" comprados por secretaria

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre )

A CPI dos Medicamentos da Câmara dos Vereadores pediu que a Delegacia Especializada de Combate a Crimes de Corrupção (Deccor) compartilhe documentos da investigação à Secretaria de Saúde de Cuiabá por fraude em licitação.  

Os membros da comissão requerem acesso integral às informações apuradas nas duas fases da Operação Overpriced. 

“As investigações da Deccor cruzam com a que estamos realizando e estamos solicitando acesso a esses dados para corroborar ao nosso levantamento”, disse o relator da CPI, vereador Marcus Brito Junior (PV). 

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O delegado Eduardo Botelho, responsável pela segunda ação, deflagrada nesta quinta-feira (10), disse que a Secretaria de Saúde utilizou a flexibilização das normas de contratação na pandemia para comprar medicamento sem indicação para tratamento da covid-19. 

“Teve medicação adquirida com essa dispensa, mas que na verdade não era utilizada para o combate à covid e que é um fato por si só gravíssimo”, afirmou. 

Os remédios fora da prescrição teriam sido comprados em “quantidade excessiva” e com data próxima ao fim da validade. Esses dados levaram os investigadores a associar as irregularidades ao estoque vencido no Centro de Distribuição de Medicamento e Insumos de Cuiabá (CDMIC). 

Sobrepreço de 90% 

Delegado Eduardo Botelho diz que a Secretaria de Saúde não formulou ata de compra (Foto: Reprodução/TJMT)

Ainda conforme o delegado Botelho, os mesmos remédios entraram na negociação de compra da ivermectina, indicado no kit covid para tratamento das fases iniciais da doença. 

Os contratos assinados pela Secretaria de Saúde teriam sobrepreço de 90% fora os preços mais alto no mercado para alguns produtos por causa de alta de demanda na pandemia. 

“Mesmo que tenha havido aumento, na época já estava embutido no preço. Então além desse aumento, houve o sobrepreço”, afirmou o delegado. 

A informação nova contrapõe a versão da defesa do ex-secretário, de erro no cálculo realizado pelos investigadores na primeira fase da Overpriced, que levou ao resultado de sobrepreço. 

Na época, ele tentava voltar ao cargo após ser afastado por ordem da juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Ana Cristina Mendes. 

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