Operação Cupincha: bloqueio de contas pode dificultar pagamento de médicos

Embora a Justiça Federal diga que não bloqueou contas, empresa afirma que só poderá pagar salários depois que reverter decisão

(Foto: Davi Valle)

A situação dos cerca de 80 médicos que pediram demissão na última terça-feira (26) sob o argumento de que estavam há três meses sem salário pode ficar pior. A empresa Hipermed – responsável pelos contratos e pagamentos – teve as contas bloqueadas no bojo da Operação Cupincha, deflagrada nesta quinta-feira (28).

Os médicos trabalhavam nos hospitais públicos São Benedito e Pronto-socorro e Municipal de Cuiabá e pediram demissão em uma carta pública.

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Em nota acerca da Operação Cupincha, a Hipermed informou os profissionais, assim como os demais prestadores de serviço, terão seus pagamentos honrados “tão logo se consiga reverter os bloqueios via medidas judiciais cabíveis”.

Disse ainda que atendeu aos contratos emergenciais relativos à covid-19, conforme previsto na lei e que “é a maior interessada que todos os fatos sejam esclarecidos o mais rápido possível”, tendo em vista que “está diante de uma investigação que prejudica não só a sua honra, mas também a sua imagem”.

Bloqueio de contas

A própria Justiça Federal, todavia, emitiu uma nota afirmando que as contas da Hipermed não teriam sido bloqueadas, justamente, “para não prejudicar a prestação de serviços de saúde à sociedade, assim como o regular pagamento da remuneração devida aos profissionais de saúde responsáveis por esse serviço”.

A mesma situação se aplicaria a outras duas empresas alvo da Operação Cupincha: a Hultramed e a Smallmed.

À reportagem do LIVRE, a assessoria de imprensa da Hipermed sustentou que as contas da empresa estão, sim, indisponibilizadas pela Justiça.

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