PF deflagra operação ‘Cupincha’ contra desvios de dinheiro da Saúde Pública em Cuiabá

Agentes cumprem 13 mandados de busca e apreensões, 3 prisões e sequestro de bens dos envolvidos

A Polícia Federal está cumprindo, na manhã desta quinta-feira (28),  13 mandados de busca e apreensão e nas cidades de Cuiabá e Curitiba(PR), além de sequestro de bens, direitos e valores. A PF também irá realizar 03 prisões preventivas, sendo uma em Curitiba e duas em Cuiabá. Um dos suspeitos de Cuiabá está foragido, segundo a assessoria de imprensa da PF. O outro não teve o nome divulgado.

As ações são referentes a segunda fase da Operação Curare, que investiga atos de corrupção e lavagem de dinheiro, envolvendo desvios de recursos da Saúde Pública. O trabalho dos agentes tem o objetivo de realizar diligências investigativas ostensivas, bem como de identificação e de constrição patrimonial.

Como se apurou na primeira fase da Operação Curare, um grupo empresarial, que fornece serviços à Secretaria Municipal de Saúde do Município de Cuiabá e que recebeu, entre os anos de 2019 e 2021, mais de 100 milhões de reais, manteve-se à frente dos serviços públicos mediante o pagamento de vantagens indevidas, seja de forma direta ou por intermédio de empresas de consultoria, turismo ou até mesmo recém transformadas para o ramo da saúde.

Após o ingresso dos recursos nas contas das empresas intermediárias, muitas vezes com atividades econômicas incompatíveis, os valores passavam a ser movimentados, de forma fracionada, por meio de saques eletrônicos e cheques avulsos, de forma a tentar ocultar o real destinatário dos recursos.

A movimentação financeira também se dava nas contas bancárias de pessoas físicas, em geral vinculadas às empresas intermediárias, que se encarregavam de igualmente efetuar saques e emitir cheques, visando a dissimulação dos eventuais beneficiários.

Paralelamente, o grupo empresarial investigado na primeira fase da Operação Curare promovia supostas “quarteirizações” de Contratos Administrativos, que viriam a beneficiar, em última instância, o servidor responsável pelas contratações com a Secretaria Municipal de Saúde e Empresa Cuiabana de Saúde Pública, incluindo o pagamento de suas despesas pessoais.

O nível de aproximação entre as atividades públicas e privadas dos investigados envolveu a aquisição de uma cervejaria artesanal, em que se associaram, de forma oculta, o então servidor público e o proprietário do grupo empresarial investigado.

(Informações da Assessoria)

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