Nova audiência de instrução do caso do verdureiro atropelado é marcada para março de 2022

Na nova data, devem ser ouvidas as testemunhas que não depuseram nesta quinta-feira (2), além de um perito auxiliar e própria médica

(Foto: Divulgação / Rede social)

O caso do atropelamento do verdureiro Francisco Lúcio Maia vai se prolongar por mais alguns meses. Uma nova audiência de instrução foi marcada para 3 de março de 2022 para oitiva das testemunhas que não depuseram nesta quinta-feira (2).

Nesta primeira audiência, foram ouvidas a filha de Francisco, a vendedora Francinilda da Silva Lúcio, e o marido de Letícia Bortolini, o médico Aritony de Alencar Menezes. Também prestou depoimento o policial militar Rafael de Souza Cardoso e Bruno Duarte Pereira de Lins, a testemunha que seguiu a médica após o atropelamento.

Outras oitivas

Porém, algumas testemunhas não compareceram ou não conseguiram se conectar para participarem virtualmente. Por isso, foi designada uma nova data.

O advogado Giovane Santin, que atua na defesa da médica, pediu ao juiz Flávio Miraglia Fernandes para que um perito auxiliar possa participar da nova audiência. O magistrado falou que ainda vai analisar o pedido, com base na necessidade dessa participação.

Em março, a expectativa é que Letícia também preste depoimento.

Na oportunidade, o advogado comentou sobre as medidas cautelares que a médica ainda deve obedecer. Dentre elas, a proibição de ausência da comarca. Santin alegou que isso atrapalha a atividade profissional de Letícia, pois impede a realização de cursos de atualização.

O magistrado manteve as restrições, liberando porém as viagens. Portanto, quando for necessário, a médica precisa informar ao juízo que ficará ausente.

Fuga do local do atropelamento

Em seu depoimento na primeira audiência de instrução, Bruno relatou que, em 14 de abril de 2018, dia do acidente, avistou Francisco tentando atravessar a rua com o carrinho de verdura.

O ponto de travessia, na avenida Miguel Sutil, na região do bairro Cidade Alta, à época do atropelamento, não tinha faixa de pedestre, semáforo ou redutor de velocidade.

Bruno contou que estava tentando ajudar Francisco a subir o carrinho de verduras no canteiro central da via. Quando o verdureiro arrumava uma prancha que tinha caído, foi atingido pelo carro.

Bruno negou ter ouvido sinais de frenagem tanto antes quanto depois do atropelamento. Depois de ver Francisco caído, o rapaz entrou em seu carro e seguiu o veículo da médica.

Em seu depoimento, a testemunha disse ter sentido cheiro de bebida alcoólica em Francisco. Afirmou também que tinha alguém no carro com Letícia, mas não parecia que o passageiro estivesse dormindo.

Saudades do pai

Francinilda não estava com o pai na hora do acidente, mas relatou ter sido a primeira a chegar ao local. “Encontrei o corpo do meu pai, ensanguentado, abraçado a uma arvore”, lembrou.

A jovem disse que viu, nas redes sociais da médica Letícia, uma foto da motorista, horas antes, em uma festa com um copo na mão, em frente a um barril de cerveja.

Há 3 anos, a saudade do pai é companheira da mulher que agora assumiu a banca de verduras. Durante o depoimento, ela argumentou que a impunidade do crime é sua maior apreensão.

Declarações em contraste

Aritony, marido de Letícia, negou que a mulher tenha feito ingestão de bebida alcoólica antes do acidente. O médico afirmou ainda que a companheira ficou muito abalada ao saber que tinha atropelado uma pessoa, que não resistiu e faleceu.

Já o policial Cardoso, que atendeu e registrou a ocorrência, reafirmou que Letícia apresentava sinais que indicava embriaguez. O militar indicou a vermelhidão dos olhos, fala e coordenação motora desconexas.

Porém, o teste de bafômetro foi recusado por Letícia, que, já contava com a presença da advogada enquanto estava na delegacia.

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