Número de mortes por covid segue estável há duas semanas. Por que Cuiabá ainda tem restrições?

Prefeitura impôs o passaporte sanitário e tem uma justificativa baseada, exatamente, no fato do número de casos graves ter diminuído

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre )

A Prefeitura de Cuiabá adotou medidas mais restritivas, como o passaporte sanitário, e decidiu não realizar eventos públicos de final de ano mesmo com o número de óbitos por covid-19 de residentes na Capital se mantendo estável desde o dia 19 de novembro.

Nessa data, o Município estava com 114.164 casos confirmados entre os residentes, com 3.544 mortes. Outros 110.347 diagnosticados se recuperaram e 19 estavam em tratamento hospitalar, sendo 5 em unidades de terapia intensiva e os demais, em enfermarias.

Agora, conforme o último painel da covid-19, divulgado nesta segunda-feira (6), o Município já chegou a 114.374 confirmações da doença, com o número de óbitos mantidos e o de recuperados chegando a 110.582. Outros 18 cuiabanos seguem internados, sendo 6 UTI e o dobro, em leitos clínicos.

Em 17 dias, foram 201 novos registros, 215 recuperações e nenhuma morte.

Tratamento em Cuiabá

A Capital é ainda a porta de entrada para pacientes de outras cidades e com esse público o cenário não é diferente. Desde 23 de novembro, o número de óbitos também se mantém estável, após passar 21 dias estagnado.

No levantamento epidemiológico dessa data, o Município tinha 19.449 casos confirmados e 1.076 óbitos entre os não residentes.

Conforme o monitoramento do início desta semana, os registros de pacientes de outras cidades totalizou 19.468 ocorrências, sem novas mortes.

Medidas em vigor

Além do uso de máscara facial em ambientes fechados, que ainda segue em vigor, passou a valer desde a semana passada, o passaporte sanitário.

O controle que já vem sendo realizado em eventos esportivos, agora se expandiu e acontecerá também nas festas de fim de ano. A liberação de realização dos eventos particulares, inclusive, aconteceu mediante a condição de adoção dessa restrição.

Para adentrar aos locais festivos, a pessoa deve apresentar a carteira de vacinação com as doses das vacinas ou realizar o teste RT-PCR até 48 horas antes do evento.

A mesma orientação vale para os visitantes de pacientes internados em hospitais. A entrada só será permitida mediante a comprovação da vacina ou da testagem.

A única medida que abrandou foi o uso de máscaras em ambientes abertos, que agora é facultativo.

A Prefeitura justifica

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) reforçou que a exigência do cartão de vacinação contra a covid-19 em estabelecimentos e locais de uso coletivo está vinculada ao grande número de pessoas ainda sem a primeira dose da vacina, que são cerca de 20 mil.

Conforme o monitoramento da Campanha Vacina Cuiabá, mais de 50 mil pessoas deixaram de comparecer para aplicação da segunda dose.

A Secretaria alega que o número de óbitos de residentes em Cuiabá por covid-19 está estagnado, há 16 dias, justamente pela eficácia da vacinação.

Com base nos dados da Fiocruz, a Prefeitura diz que alguns alguns países já estão vivendo uma nova onda da doença e isso acontece devido à circulação do vírus entre as pessoas que ainda não têm o esquema vacinal completo. Esse cenário foi definido como “pandemia dos não vacinados”.

Porém, conforme noticiou a CNN Brasil, na semana passada, o casal brasileiro infectado com a nova variante do vírus, já havia se vacinado com o produto da Jansen. As duas pessoas não apresentaram sintomas da doença.

A Prefeitura reforça que ainda não há registros da nova variante, ômicron, na cidade. Porém, as festas de fim de ano seriam uma oportunidade de espalhá-la.

Portanto, argumenta que a instituição da exigência do cartão de vacinação, seria uma estratégia para reduzir a circulação da nova variante no município.

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