Polícia indicia diretores de hospital de Cuiabá por aumento abusivo nos preços

No auge da pandemia, valor da consulta foi acrescido em 110%, chegando a custar R$ 800

(Foto: Pixabay)

Três diretores de um hospital particular da Capital foram indiciados em inquérito policial  instaurado pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon). Eles são acusados de aumento abusivo nos preço das consultas.

O reajuste injustificado teria ocorrido em março de 2021, no auge da pandemia.

Os diretores, responsáveis pelo setor de pronto atendimento da unidade hospitalar, foram indiciados por crimes contra a economia popular, com penas de 2 a 10 anos de prisão ou multa.

As investigações iniciaram após o hospital reajustar o valor da consulta em seu pronto atendimento de R$ 384 para R$ 800, ou seja, um aumento de mais de 110%. A medida teria sido tomada de um dia para o outro, justamente quando as internações e mortes por covid-19 estavam em alta.

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O que disseram os acusados?

Durante a apuração dos fatos, a Decon ouviu os três diretores do hospital particular, que foram os responsáveis pelo reajuste no valor da consulta.

Segundo o delegado da Decon, Rogério Ferreira, os responsáveis pelo aumento abusivo alegaram que os custos de mão de obra e de material usado nos atendimentos subiram muito durante a pandemia, e que não estavam recebendo repasses de valores necessários para arcar com as despesas.

“Eles alegaram que o reajuste no valor da consulta era justo e que os clientes que não pudessem pagar tinham opção de procurar o SUS, onde o atendimento é gratuito”, disse o delegado.

Baixa dos preços

Após a ação da Polícia Civil e de outros órgãos, como o Procon Municipal de Cuiabá, em abril deste ano, a direção do hospital baixou o valor da consulta para R$ 430.

Em julho, o Procon Municipal de Cuiabá considerou abusivo o aumento praticado pelo hospital e aplicou uma multa de quase R$ 700 mil, tendo a decisão administrativa transitado em julgado no mês de agosto.

Desde o início da pandemia, a Polícia Civil tem aumentado a fiscalização e o combate à prática de reajustes abusivos de preços ao consumidor em farmácias, supermercados, postos de combustíveis e até em laboratórios e hospitais.

(Da Assessoria)

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