Latrocínio: MP denuncia dois pela morte da comerciante Rosemeire Soares

Pena de um dos envolvidos pode chegar a 30 anos de prisão, caso ele seja condenado

(Foto: Reprodução)

O Ministério Público de Mato Grosso denunciou Jefferson Rodrigues da Silva e Pedro Paulo de Arruda pelo assassinato da empresária Rosemeire Soares Perin. O crime brutal ocorreu no dia 16 de fevereiro, em Várzea Grande (Região Metropolitana).

A denúncia assinada pela promotora de Justiça Regilaine Magali Bernardi Crepaldi e atribui a Jefferson Rodrigues da Silva o crime de latrocínio (roubou seguido ou precedido de morte) com a conduta agravada por utilização de recurso que impossibilitou a defesa da vítima e emprego de meio cruel e ocultação de cadáver.

Ao final do processo, se ele for condenado, a pena poderá ultrapassar 30 anos de prisão.

Já Pedro Paulo de Arruda é acusado pelo crime de ocultação de cadáver e resistência à prisão ao tentar agredir policiais militares responsáveis pela sua detenção.

O Crime

No dia 16 de fevereiro, Rosemeire foi ao encontro de Jefferson para entregar uma peça de reposição de uma máquina de sorvetes alugada por ele. Na ocasião, ela aproveitou para cobrar uma dívida de R$ 1,2 mil.

Irritado com a cobrança, Jefferson deu um golpe que deixou Rosemeire desacordada. Em seguida, amarrou os pés e as mãos da vítima com fita adesiva e a amordaçou.

Passado um tempo, ela despertou e, segundo relato do próprio Jefferson à polícia, ele pegou uma faca de cozinha e a golpeou no pescoço.

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No mesmo dia, à noite, Jefferson e Pedro Paulo esconderam o corpo da vítima em um terreno baldio, localizado na Passagem da Conceição.

Só no dia 18 de fevereiro a Polícia Militar recebeu informações anônimas a respeito da localização do veículo HB 20 que pertencia a Rosemeire.

Durante as diligências, os policiais localizaram Jefferson em posse do documento de habilitação da vítima.

Também foi encontrado um brinco e a faca utilizada para o crime e um rolo de saco plástico preto utilizado para transportar o corpo da vítima para escondê-lo no matagal.

Já Pedro Paulo de Arruda foi preso na própria casa. Inicialmente, ele resistiu a ordem de prisão, entrando em luta corporal com os PMs.

Os policiais encontraram dois sacos de cal que seriam utilizados para jogar sobre o corpo da vítima, com a finalidade de acelerar o processo de decomposição e inibir odores.

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