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Homem confessa assassinato de comerciante e diz como teria acontecido o crime

Foto de Karina Cabral
Karina Cabral

Dois homens já foram presos pela morte da comerciante Rosemeire Soares Perin, 56 anos, que ficou três dias desaparecida. Um deles, de 33 anos, contou à polícia como o crime teria acontecido.

O homem foi preso após a Polícia Militar encontrar o carro da vítima, um HB20, em um lava-jato, no Bairro Vila Artur, em Várzea Grande (região metropolitana de Cuiabá). Com ele, os policiais encontraram a carteira de habilitação (CNH) da vítima.

Após ser detido, ele confessou o crime e começou a contar aos policiais o que teria acontecido.

Segundo o suspeito, ele era cliente de Rosimeire, alugava uma máquina de sorvetes dela há cerca de dois anos.

Na terça-feira (16), por volta das 13 horas, segundo o relato do suspeito, ela teria ido até o lava-jato com a intenção de negociar outra máquina, do modelo que fabrica o sorvete italiano. Ele, então, teria apresentado para a vítima o segundo suspeito, de 29 anos, que estaria interessado na compra do equipamento.

Após apresentar a vítima ao comparsa e deixar os dois em negociação, ele teria dado as chaves de sua casa para o outro homem. A intenção era levar Rosimeire até lá, no veículo do segundo suspeito, enquanto o da vítima ficava no lava-jato.

Por volta da 16 horas, o dono do lava-jato achou que o amigo e Rosimeire estavam demorando e foi até sua casa ver o que havia acontecido.

No local, segundo relato dele, encontrou Rosimeire desacordada, com as mãos amarradas e o suspeito de 29 anos tentando despi-la para estuprá-la.

Os dois começaram a discutir sobre como iriam resolver isso e o suspeito de 29 anos teria pegado uma faca e “degolado” Rosimeire, que estava amarrada e amordaçada. Com isso, a casa ficou toda suja de sangue.

O suspeito mais velho teria retornado para seu lava-jato com o veículo da vítima e dito ao mais novo que “desse um jeito naquela sujeira” e tirasse o corpo da casa.

Por volta das 18 horas, o dono da quitinete foi novamente ao local do crime e o suspeito mais novo já havia fugido, deixando o cadáver. O homem disse ter ficado sozinho com Rosimeire até por volta das 23h30, quando o comparsa apareceu com seu veículo, um Ônix vermelho.

Os dois, então, embalaram a vítima em dois cobertores de sacos plásticos, a colocaram no porta-malas e levaram a corpo até a Passagem da Conceição, onde deixaram o cadáver em uma região de mata, próximo a um frigorífico. Depois, retornaram ao Bairro Vila Artur.

Foto: PMMT

Troca de mensagens

Os suspeitos ainda usaram o celular da vítima, até a última quinta-feira (18), trocando mensagens com a família. Eles simularam que ela estava em viagem a trabalho, não desaparecida.

As mensagens pararam de ser visualizadas após a filha da vítima dar uma entrevista a um programa de televisão.

Prisão e localização do corpo

Após ser preso em seu lava-jato, por volta das 14 horas de quinta-feira (18), o homem de 33 anos levou os policiais até o local onde o corpo havia sido deixado, na Passagem da Conceição.

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), o Instituto Médico Legal (IML) e a Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) foram acionados.

Foto: PMMT

Segunda prisão

Mais tarde, a Rotam recebeu informações sofre a localização do segundo suspeito envolvido no crime. Ele ele foi localizado em sua casa, no Bairro São Mateus, em Várzea Grande.

Ele resistiu à prisão, mas acabou algemado e detido. Por fim, confessou a participação no crime, mas não quis contar detalhes aos policiais.

Na casa dele foi encontrado um tablete de maconha. No carro, dois pacotes de cal de 8kg cada, que ele disse que utilizaria para jogar sobre o corpo da vítima. A intenção era  acelerar o processo de decomposição e inibir odores.

Ele teria contado, ainda, ser membro da facção criminosa Comando Vermelho, e responsável pela distribuição de drogas no bairro São Mateus.

Foto: PMMT

Delegado esclarece

Em coletiva nesta sexta-feira (19), o delegado Marcel Gomes de Oliveira, da Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), contou a versão que a DHPP trabalha para a morte de Rosimeire.

Para a Polícia Civil, o assassino foi Jefferson Rodrigues da Silva, de 33 anos, e Pedro Paulo de Arruda, 29 anos, ajudou na ocultação do cadáver, o contrário da primeira versão contada por Jefferson e descrita na reportagem. Leia os detalhes AQUI.

(Atualizada às 13 horas do dia 19 de fevereiro de 2021)

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