Dinheiro de corrupção vai ser usado para concluir Hospital Central do Estado

Valores foram destinados pelos Ministérios Públicos Federal e Estadual, e Controladoria Geral do Estado

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Ao menos R$ 46 milhões, recuperados de atos de corrupção em Mato Grosso, serão destinados para a conclusão das obras no Hospital Central do Estado. O anúncio foi feito pelo governador Mauro Mendes (DEM), na tarde de segunda-feira (25).

De acordo com o chefe do Executivo, um acordo firmado com os órgãos de controle vai garantir os repasses. Os recursos serão enviados para um fundo específico, que já foi criado pela Secretaria de Estado de Saúde.

Pelo cronograma, R$ 20 milhões devem ser repassados pelo Ministério Público Estadual já no fim de novembro. Outros R$ 20 milhões deverão entrar nos cofres estaduais em setembro de 2020.

Além do Ministério Público, a Controladoria Geral do Estado se comprometeu a destinar os valores recuperados. Conforme Mauro, mais de R$ 6 milhões já teriam sido destinados para a finalidade.

“Nós já começamos com R$ 46 milhões nessa conta só de dinheiro recuperado com combate à corrupção que está sendo feito pelos órgãos de controle, em especial nosso Ministério Público”, destacou o governador.

Mauro afirmou ainda que o chefe do Ministério Público Federal, procurador Gustavo Nogami, também já teria se comprometido a destinar recursos para a obra, que está orçada em R$ 135 milhões.

30 anos de espera

De acordo com o secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo, uma licitação para a retomada da construção deve ser lançada já em janeiro de 2020. O prazo de conclusão do espaço, porém, é de 30 meses.

Ao todo, o Hospital Central deverá contar com 32 mil m² de área construída e apresentar uma capacidade de 1.990 internações e 652 cirurgias. E o governo pretende usar os 9 mil m² que já estão construídos no terreno, ainda que a estrutura esteja paralisada há mais de 30 anos.

Mauro Mendes afirmou que o uso da estrutura foi motivo de muitos questionamentos de pessoas “desinformadas”. Segundo explicou, laudos técnicos da equipe do governo anterior e uma de sua gestão, apontaram que a estrutura do prédio estaria “perfeitamente intacta”.

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