Atividade essencial? Há dois meses fechadas, algumas academias em MT não voltarão a abrir

Parte dos empresários já declarou falência. Os que restaram, seguem com o futuro incerto, apesar do decreto federal

(Foto: Frepik)

A maioria delas suspendeu os contratos de trabalho de seus funcionários – que entraram para a lista dos que precisam do auxílio emergencial pago pelo governo federal -, mas isso não tem ajudado a manter as contas em dia. Fechadas há cerca de 2 meses, as academias entraram a para lista de empresas que estão falindo em Mato Grosso.

Representante da Associação Brasileira de Academias no Estado, o empresário Celso Mitsunari diz que falências já foram registradas, por exemplo, em Juína, Juara, Campo Verde e Poconé.

E ele não para de receber ligações de colegas de outros cantos de Mato Grosso relatando medo de passar pela mesma situação.

Há 32 anos no ramo, Celso afirma que, desde o início da pandemia do novo coronavírus no Brasil, o setor está esquecido. “Nunca imaginei passar por uma situação como essa”, diz.

“São quase 60 dias que estamos parado, sem receber nenhuma receita. Estão me ligando avisando que estão fechando, falindo e que não terão condições de reabrir”, explica.

Outro empresário ouvido pelo LIVRE disse que uma previsão ainda não confirmada oficialmente é que o setor passe, pelo menos, mais dois meses do jeito em que está. O retorno seria apenas no final de julho.

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Atividade essencial

Nesta semana, um decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro colocou o setor entre as atividades consideradas essenciais. Na teoria, significa dizer que as empresas podem reabrir. Mas ainda há incerteza.

O decreto municipal em vigência em Cuiabá, por exemplo, não libera a retomada das atividades. Na região metropolitana – onde ficam 350 das cerca de 1.000 academias instaladas em Mato Grosso – só as academias de Várzea Grande reabriram as portas. A prefeita Lucimar Campos (DEM) autorizou.

Em Cuiabá, o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) informou por meio da assessoria que ainda vai se reunir com o setor para discutir o decreto federal.

Em seu último pronunciamento público – no sábado (9), via redes sociais -, ele disse que a decisão deve ser tomada considerando a evolução dos números da covid-19.

“Não é que eu não quero autorizar, eu não posso. Seria irresponsável com a sua vida e da sua família. Não vou ser! Queremos sair [da pandemia] com Cuiabá tendo as menores taxas desse vírus”, afirmou.

E segundo Pinheiro, ter o setor parado também representa perdas para o município. Conforme ele, são cerca de R$ 1,5 milhão em Imposto Sobre Serviço (ISS) que deixam de ser arrecadados para os cofres públicos.

“Penso no equilíbrio das contas do município, mas administro com o coração na ponta da caneta”, ele ponderou.

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