VLT, CPI e pandemia: Emanuel Pinheiro anuncia os 3 primeiros atos de seu novo governo

Cerimônia de posse aconteceu nesta sexta-feira, 1º de janeiro, na Câmara Municipal de Cuiabá

O prefeito reeleito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), anunciou nesta sexta-feira, 1° de janeiro, os três primeiros atos de seu novo governo: uma ação judicial para impedir a troca do VLT pelo BRT; um pedido de CPI para investigar os repasses ao Hospital do Câncer e a criação de uma legislação específica para o período de pandemia em Cuiabá.

Os anúncios foram feitos em entrevista coletiva, concedida minutos antes do ato de posse, realizado há pouco na Câmara Municipal de Cuiabá.

Na ocasião, Pinheiro criticou a desistência do projeto do VLT pelo governo do Estado e afirmou que protocolou nesta nesta sexta-feira (1º) duas ações, uma junto ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso e outra junto ao Superior Tribunal de Justiça, para tentar impedir o governo do Estado de promover qualquer ação que resulte na troca do modal de transporte coletivo.

As ações pedem ainda que o Estado compartilhe os estudos e dados que subsidiaram a decisão de troca de modal.

Segundo o prefeito, o principal questionamento é quanto à participação do Município na decisão. Emanuel Pinheiro afirma que a prefeitura não foi consultada e não teve direto a “voto”.

Quando questionado se as medidas judiciais não iriam arrastar ainda mais a obra, Pinheiro afirmou: “é inadmissível que um governador tome uma decisão dessa magnitude sem ouvir os dois municípios. Até porque toda obra dentro da cidade tem que ser autorizada pelo Município. A gestão Emanuel Pinheiro é a favor do VLT. Mas, eu não estou discutindo isso agora. O que não pode é uma decisão ser tomada sem nós sermos ouvidos”.

Na opinião de Pinheiro, as dúvidas sobre o que é melhor para as duas cidades foram sanadas há 8 anos, quando se licitou a obra, que ainda não foi concluída.

“Não estamos discutindo o modal, queremos ser ouvidos. Nenhuma decisão pode ser tomada sem que os dois municípios tenham voz e voto”, afirmou.

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Hospital do Câncer

O segundo ato de Pinheiro como prefeito será solicitar à Câmara de Cuiabá a abertura de uma investigação com relação aos repasses feitos pela prefeitura ao Hospital do Câncer. Ele definiu como levianas as acusações feitas pela instituição de que teria levado um “calote” da gestão municipal.

Com a CPI, o prefeito quer que seja feita uma varredura de todos os valores repassados nos últimos 10 anos, bem como a aplicação deles pela unidade de saúde.

“Até para que a gente possa montar uma nova estratégia de aplicação desse recurso”, ressaltou.

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Nada de lockdown

Ainda nos primeiros 15 dias de gestão, o prefeito também pretende encaminhar um projeto de lei à Câmara Municipal contendo todas as medidas sanitárias contra a covid-19 e especificando como a população deve proceder.

Na avaliação dele, não há mais necessidade de lockdown – suspensão das atividades. Emanuel disse que a medida só foi adotada no início da pandemia porque era necessário estruturar a rede de saúde e informar a população.

“As pessoas já estão devidamente informadas sobre a doença e o que fazer”, destacou.

Com relação a vacina, Pinheiro diz que a gestão optou por buscar um “amparo oficial” porque existem vários rótulos no mercado e o Município não tem condições de financiar o processo.

Argumentou que o deputado federal Emanuel Pinheiro, o Emanuelzinho, filho dele, já esteve no Ministério da Saúde buscando informações e que, em fevereiro, as primeiras doses chegam nos Estados, que fica responsável por passar para os municípios.

Eleição

Emanuel Pinheiro é filho de um deputado estadual e ocupou a mesma função do pai na Assembleia Legislativa. Foi reeleito com 51,15 % dos votos no segundo turno, quando venceu o concorrente, o então vereador Abílio Júnior.

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