Pinheiro diz que governo “isolou” decisão sobre VLT e vê “retrocesso”

Comentário do prefeito sobre troca de modais manteve o tom de conflito com o governador Mauro Mendes

(Foto: Ednison Aguiar/O Livre)

Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB) criticou nesta terça-feira (22) a condução do governador Mauro Mendes (DEM) sobre a troca de modais, VLT por BRT, sem a participação de Cuiabá e Várzea Grande. Ele disse que houve uma decisão “isolada”, mesmo sendo as cidades as mais afetadas com a medida. 

“O governo é dono da obra, é responsável por realizada, mas Cuiabá e Várzea Grande são as cidades que serão afetadas. O modal, seja ele qual for, vai circular pelas duas cidades. Os representantes delas deveriam ter acompanhado o estudo, a viabilidade e não serem chamados para ser plateia de uma decisão oficial”, disse. 

Pinheiro não compareceu à reunião em que o governo anunciou a decisão na tarde desta segunda-feira (21). Hoje, ele disse que o convite chegou no fim da manhã, algumas horas antes do evento e quando sua agenda para o dia já estava programada. “Ainda bem que eu não fui”, cutucou. 

A crítica do prefeito se concentrou na condução política sobre a polêmica do VLT. Outra “falha” teria sido a exclusão da bancada federal de Mato Grosso do processo. Ontem, pouco antes da reunião no Palácio Paiaguás, Pinheiro recebia uma visita do coordenador do grupo político no Congresso Nacional, deputado federal Neri Geller (PP). 

Para ele, essa escolha pode se transformar em dificuldades de articulação na fase de viabilização financeira. 

“O governo [do Estado] não vai conseguir executar a obra sozinho, vai precisar de financiamento do governo federal e o que é melhor que a bancada federal, que está a nossa disposição, para ajudar a articular esse financiamento? Mas eles [deputados federais e senadores] não foram chamados”, disse. 

Pinheiro não comentou questões técnicas da troca de modais. Ele disse que a sua assessoria em engenharia analisa as informações apresentadas pelo governo e que vai se reunir com os assessores na quarta-feira (23) para ouvir o parecer. Contudo, adiantou sua posição com um comentário no nível político. 

“Pra mim, é um retrocesso trocar o VLT pelo BRT. O VLT é muito mais moderno, iria dar uma cara nova para a cidade”. 

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1 COMENTÁRIO

  1. Retrocesso total nessa escolha. RJ, um dos estados mais corruptos do país, em 2013 planejou implantar o BRT e o VLT. Concluiu os dois respectivamente, em 2013 e 2016. Aqui, uma capital que busca se modernizar, vem uns caretas desses falando em BRT? É pra acabar mesmo. Vai se tornar umas das capitais mais atrasadas do país no quisito Mobilidade Urbana !!!

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