UTIs: governo de MT cria leitos e avalia recorrer à rede particular

Para atender pacientes do coronavírus, 60 leitos estão sendo ativados na saúde pública do Estado e as cirurgias eletivas estão suspensas

(Fotos: Marcos Vergueiro/ Secom-MT)

Diante da epidemia do novo coronavírus, o governo de Mato Grosso deve implantar 60 novos leitos de UTI na rede pública. Segundo informou o governador Mauro Mendes (DEM), 10 desses leitos serão garantidos pelo governo federal. Também estão sendo monitorados os leitos nos hospitais privados.

Secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo explica que a partir desta quarta-feira  (18) deixarão de ser marcadas as cirurgias eletivas, as que são agendadas.

Com a medida – além dos novos 60 leitos – a expectativa é disponibilizar 60% das UTIs existentes no Estado para atender possíveis pacientes com Covid-19, que é a doença decorrente do novo coronavírus.

Secretário Gilberto Figueiredo afirma que a partir de 1º caso confirmado de Covid-19, Estado passa de ações de vigilância  para ações de assistências (Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

“É lógico e importante ressaltar que os casos considerados de emergência vão continuar sendo atendidos pelos hospitais, como AVC, infarto, traumatismos e pacientes crônicos. Nós já radiografamos nossas redes. Vamos ter capacidade para disponibilizar para o coronavírus cerca de 60% do que estamos disponibilizamos hoje”.

A preocupação, segundo o secretário, é que os pacientes graves com Covid-19 apresentam dificuldade respiratória e necessidade de respiração mecânica, intubação e UTI. Por essa razão, os possíveis pacientes nestas condições serão considerados prioritários.

Faltam condições

O governador Mauro Mendes, ao assinar o decreto com medidas preventivas na tarde desta segunda-feira (16), afirmou que as ações preventivas visam não permitir o avanço acelerado da epidemia em Mato Grosso.

Mauro avalia que saúde público em nenhum lugar do mundo tem condições para um avanço acelerado do novo coronavírus (Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

Porque o sistema público de saúde em Mato Grosso, no Brasil e em nenhum lugar do mundo tem condições para suportar uma alta demanda, se houver aceleração da transmissão. Vamos continuar acompanhando sistematicamente, mas, se necessário, vamos tomar outras medidas, se houver um agravamento da transmissão do vírus”.

Preocupação com o caos

Diante do avanço da proliferação do coronavírus, o governo teme uma sobrecarga no sistema de saúde. A recomendação dada pelo secretário Gilberto Figueiredo é que apenas os casos graves sejam encaminhados aos hospitais de referência, que são o Universitário Júlio Muller e o Estadual Santa Casa de Cuiabá.

Entre os considerados em grupo de risco estão os idosos com mais de 65 anos de idade.

Mauro Mendes afirma que a dengue e a influenza possuem sintomas parecidos com o do Covid-19 e que isso, pode ser um complicador.

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“Há de se lembrar que, mundialmente, 85% das pessoas que têm o vírus possuem sintomas leves de uma gripe comum. Muitas se tratam em casa e nem ficam nem sabendo que estão com esses vírus, porque ele é facilmente confundido com uma gripe normal”, destaca o governador.

Decreto nº 407

No decreto assinado pelo governador nesta segunda-feira, foi determinado que servidores com suspeita de contaminação fiquem em casa por 14 dias.

O governo também suspendeu atividades de capacitação, treinamento ou eventos coletivos realizados pelos órgãos públicos. Também suspendeu eventos para 200 pessoas ou mais em locais fechados.

O decreto estabelece ainda antecipação das férias escolares para o dia 23 de março, seguindo até 5 de abril.

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