Sanidade financeira: esqueci da preencher a planilha, e agora?

Você já deve ter imaginado que anotar cada despesa feita ao longo do mês em um caderno, uma hora ia falhar

(Pixabay)

Nos últimos dias, precisei enfrentar a crise do coronavírus, o home office e parente doente. Resumindo, deixei meu controle financeiro da lado e isso resultou em três horas sentada na mesa, revendo extratos para tentar recuperar as informações.

A experiência, de início frustante, mostrou-me o que tenho que melhorar e como estar preparada para situações semelhantes, já que o imprevisto sempre acontecerá.

Então, no quarto artigo da série sobre como fazer, na prática, a organização pessoal financeira – missão que conta com a orientação da coach Camila Rossi (@camilarossicoach) -, vou relatar como consegui recuperar as informações depois de uma “pisada na bola” e o que me ajudou no processo.

Também quero falar sobre como a pandemia afetou as minhas finanças este mês e o que estou esperando para o futuro, de bom e de mau.

Para quem está chegando agora neste processo, vale a pena lembrar que público artigos sobre o tema toda segunda-feira e que os anteriores estão disponíveis no site e no meu blog, o Seguindo Fora da Linha.

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Vou ser sincera: até pensei em desistir do processo. Mas percebi que estava sendo covarde e, como minha mãe fala, “eu não gosto de perder nem no ‘dois a um'”.

A última anotação que havia feito no caderno foi em 15 de março e já estamos quase virando o mês. São muito dias para se correr atrás, porém, nada impede uma pessoas que tem fé.

Um fator me beneficiou dentro do processo: eu pago 99% das contas com o cartão de débito. Assim, eu tinha o valor e o dia bem claros. Já o motivo da despesa, nem tanto.

É que algumas vezes, vem o nome do estabelecimento e não sei se é um restaurante, uma loja de bijuterias ou sei lá o que.

Botei todos os neurônios na centrífuga e comecei a relembrar onde havia ido nos dias anteriores e o que havia feito. Neste ponto, a quarenta me ajudou. Como não posso ficar zanzando por aí, não tenho muito o que recapitular.

Conclusão: tive um saldo positivo e apenas dois gastos pequeno não tiveram o destino  retratados no caderno de controle de finanças.

Então, vale a pena insistir e não desistir, gente.

Mudança de estratégia

Depois de recuperar as informações, resolvi aderir a uma nova estratégia. Agora, coloquei na minha agenda que, 30 minutos, três vezes na semana, serão destinados a atualizar o caderno.

Colocar o preenchimento das informações como uma obrigação semanal ajuda

Antes, estava muito solto e eu fazia quando queria. E, para mim, não adianta fazer todo dia. Fico aborrecida e aumenta a chance de eu desistir.

A frequência de três vezes na semana não me atrapalha e deixa minha cabeça fresca para saber as origens dos gastos. Fora que me dá a oportunidade de parar tudo para focar apenas na vida financeira.

Isso já é um grande avanço. Antes de começar o processo, parava apenas no fim do mês, quando o dinheiro acabava.

Covid-19 atravessando nossa vida

Tendo a oportunidade de acompanhar meus gastos no papel, já vi algumas mudanças que a quarentena me trouxe e outras que virão. A primeira delas é o aumento do gasto com supermercado.

Antes, o almoço era pago pela empresa e, agora, o restaurante fechou. Então, terei que ir para a cozinha.

Como sou natureba, estou tendo dois problemas: o preço das coisas, que subiram devido ao aumento da procura e ao temor do desabastecimento, e a qualidade.

Quarentena mudou todo o rumo das nossas finanças e precisamos pensar sobre o assunto

Sem considerar que não há como escolher um supermercado e pesquisar preços. Em tempos de quarentena, as compras são feitas onde você consegue entrar sem ter que ficar horas na fila.

Além disso, tem as besteiras que não podemos ficar sem, porque a ansiedade triplica neste momento.

Levando em consideração que parar de comer não é uma opção, estou tentando revisar o desperdício, porque compro muita verdura que vai para o lixo. Também estou buscando informações sobre planejamento doméstico e congelamento de alimentos.

Outra despesa que certamente vai me atropelar no próximo mês é a da energia elétrica. Quem mora em um cidade com 40ºC na sombra sabe que não tem como trabalhar sem ar condicionado.

Nesse quesito, estou tentando usar o aparelho apenas no meio da tarde. Pela manhã, a saída é ficar com o ventilador de teto.

E, da mesma forma que alguns gastos aumentaram, outros diminuíram. Um deles é o do combustível e das minhas aulas de costura, que foram suspensas.

O coral que participo está fazendo as aulas on-line, mas ainda não consegui estar com o grupo. Desta semana não passa.

A academia, como pago pacote, continua a ter a mensalidade descontada no meu cartão. Porém, o Procon já alertou os consumidores que os dias fechados precisam ser repostos no final do contrato.

Para falar a verdade, este é um gasto que eu pretendo rever. Pago um valor alto porque o estabelecimento oferece muita coisa. Contudo, estou aprendendo a me exercitar com a ajuda de aplicativos e teleaulas, que certamente ficarão mais baratas.

Na próxima semana, prometo que vou gravar o vídeo com a ferramenta de controle que estou usando e também falar dos aplicativos, que eu quero testar e passar minhas percepções.

Continue seguindo a nossa série e se organize para conquistar o mundo – ou, pelo menos, controlar seu bolso. Acompanhe a minha experiência no site e no blog Seguindo Fora da Linha.

***Caroline Rodrigues é jornalista, repórter do site O LIVRE durante a semana e editora nos finais de semana. Também tem o Blog Seguindo Fora da Linha e segue a vida sem nenhuma certeza, com muita sorte e pouco juízo.

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