Sanidade financeira: no app ou no papel, você precisa de uma ferramenta de controle

Na maioria das vezes, nunca temos a real noção de quanto estamos gastando

(Pixabay)

O caderno de planejamento é ferramenta essencial para quem quer entrar na proposta de organização financeira que o LIVRE está apresentando desde o começo mês. Nele, serão materializadas todas as contas bancárias, despesas e receitas do ano. Um verdadeiro mapa da sua vida econômica.

Mas antes de começar o trabalho, sugiro que você leia os dois artigos anteriores da série, que é publicada toda segunda-feira neste site.

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Depois de refletirmos sobre nossas emoções com relação ao consumo, é hora de colocar a mão na massa. A coach financeira Camila Rossi oferece duas alternativas: o caderno e os aplicativos.

É lógico que para os integrantes da nova geração, o ideal é ter tudo na palma da mão e baixado no smartphone. Já para as pessoas da minha idade – não comentaremos para não sermos indelicados – aquelas letrinhas e a telinha do celular não são muito confortáveis.

Não quero desestimular ninguém a se modernizar, mas é que, muitas vezes, o excesso de tentativas sem sucesso pode nos afastar do objetivo e, por estarmos falando de dinheiro, o resultado pode ser trágico.

O fato é que, sendo tecnológico ou tradicional, você sempre vai ter duas opções: começar algo do zero, como um caderno comum ou um arquivo no Excel, ou utilizar algo já “pré-fabricado”, como os apps de controle financeiro e esse caderno especialmente produzido pela Camila Rossi para essa finalidade.

Nós vamos com o caderno da Camila Rossi.

As primeiras páginas são dos dados pessoais. Depois, segue a primeira grande tarefa: colocar no papel como você usará seu dinheiro pensando na linguagem do amor.

Começando o processo. Quem entra e quem sai?

Temos que ser honestos com nosso coração e com o nosso bolso nesta hora. Abaixo de cada mês, há um espaço para preenchermos com os aniversários de pessoas importantes, datas comemorativas que demandam algo a mais, bem como celebrações nas quais você se sente realizado em investir.

Dependendo de qual é sua linguagem do amor, o interessante é estipular um valor máximo para gastos e respeitá-lo.

Depois, seguem duas páginas para informações bancárias. A primeira é destinada às contas em instituições financeiras e a segunda aos cartões de crédito que você utiliza. Caso você tenha muitos dados na segunda página, é bom começar a rever suas ações.

Até porque será difícil preencher a etapa seguinte, onde serão listadas todas as compras parceladas e os meses em que foram realizadas.

Planejamento na veia

Sabe aquelas coisas que parecem óbvias e ninguém faz? Assim funciona esta parte. Preencher custos fixos, reservas e recebimentos é fácil para os outros. Quando é seu sapato que está apertando, fica muito complicado.

Eu coloquei a lista lá, bem bonitinho. Depois, somei e quase cai de costas da cadeira.

Tirei algumas conclusões deste processo. A primeira delas é que nunca temos a real noção do que gastamos e que sempre será algo superior ao estimado.

Colocar as contas no papel é tarefa árdua

Sabe os “vintão” da Netflix e as outras pequenas despesas? Elas viram um tapa na cara.

Quando você vê, dá vontade sair correndo e começar a cortar tudo. Mas logo passa e você  inicia o processo de conscientização.

Eu vou acabar de falar da organização na próxima segunda-feira porque este artigo está ficando mais longo que “conversa de mascate”, como diria o meu pai.

Continue seguindo o LIVRE e, se quiser saber mais, acompanhe os vídeos no meu blog: Seguindo Fora da Linha e mande perguntas. Elas serão respondidas com o maior prazer.

***Caroline Rodrigues é jornalista, repórter do site o Livre durante a semana e editora nos finais de semana. Também tem o Blog Seguindo Fora da Linha e segue a vida sem nenhuma certeza, com muita sorte e pouco juízo.

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