Lesco diz que desconhece “Sentinela” e que acusações contra ele são falsas

    O coronel Evandro Lesco, segundo a ser ouvido nas audiências do caso do grampos ilegais, nesta sexta-feira (27), disse que as acusações contra ele não são verdadeiras. Falou ações da inteligência não eram de sua competência.

    Coronel Lesco garantiu em juízo que desconhece do canal “Sentinela”, um programa que “clonava” escutas e que teria sido vendido por R$ 400 mil à Polícia Militar para o Núcleo de Inteligência. O militar disse que não sabia da existência de uma placa utilizada para fazer escutas telefônicas, que foi mencionada pelo coronel Zaqueu em depoimento prestado à Justiça nesta sexta-feira.

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    Ele também afirmou que não direcionou dinheiro para nenhuma operação. Questionado pelo magistrado sobre empréstimo de R$ 24 mil reais para o cabo Gerson, Lesco disse que não sabia onde o dinheiro seria aplicado.

    O juiz questionou se ele sabia que o valor teria sido aplicado em um escritório onde funcionavam as escutas. Lesco, por sua vez, negou ter ciência.  O magistrado disse que o cabo Gerson, em depoimento, afirmou que o coronel Lesco tinha conhecimento. Ele, no entanto, reafirmou desconhecer. “Meu conhecimento é que as escutas que ele fazia era por meio do Gaeco”.

    Questionado pelo magistrado se o cabo Gerson tinha praticado barriga de aluguel, Lesco voltou a afirmar que desconhecia. Ele, no entanto, disse que o cabo o procurou para contar que recebeu uma placa utilizada para interceptação telefônica do coronel Zaqueu.

    [featured_paragraph] O coronel Lesco garantiu que não tinha atribuição para incluir ou retirar nomes das listas de telefones que seriam interceptados. O fato de 16 números, incluindo de jornalistas, advogados e a “amante” de Paulo Taques, terem sido inseridos indevidamente, o militar reforçou que desconhece pelo fato de não ter trabalhado como analista. [/featured_paragraph]

    Lesco reafirmou ao promotor de Justiça que enquanto esteve no Gaeco as operações eram realizadas pelo grupo. “Não tinha atribuição judicial para fazer interceptação telefônica dentro ou fora do Gaeco”.

    O ex-secretário disse que em 23 anos dedicados a PM e 26 anos de serviço público, pediu que seja levada em consideração em seu julgamento os atos de disciplina, que agiu dentro da legalidade e que sempre acreditou na instituição. E, por fim, frisou que não teve envolvimento em atos ilícitos.

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