Kleber Lima diz que Emanuel desrespeita Mauro Mendes

O secretário de Estado de Comunicação, Kleber Lima, disse ver “desrespeito” na maneira que o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), trata a gestão anterior.  Lima foi secretário de Governo e Comunicação da gestão de Mauro Mendes (PSB) e criticou o que ele chamou de “desconstrução da imagem” do ex-prefeito.

“Eu imagino que falta respeito. Eu, como participante do governo do Mauro, me sinto desrespeitado, por coisas que eu nem sei se é o prefeito que diz”, disse, durante entrevista ao programa Estúdio Livre, que estreou na TV e Rádio Band FM no final da tarde segunda-feira (13), sob o comando do jornalista e radialista Igor Taques.

Um dos exemplos dessa “desconstrução”, segundo o secretário, seria a divulgação de uma lista com 30 obras inacabadas deixadas por Mendes. “Mauro pegou muito mais obras inacabadas, algumas de gestores que estavam no palanque do atual prefeito. E, em vez de ficar garganteando, foi tratar de terminar as obras. Por exemplo, ele salvou os contratos das creches e entregou o maior número de unidades escolares da história”, disse.

O jornalista acredita que, se Wilson Santos (PSDB) tivesse vencido as eleições, o tratamento seria outro. O tucano perdeu para o peemedebista no segundo turno, tendo Kleber Lima como marqueteiro. “Wilson Santos precisa ser reverenciado, inclusive pelo Mauro. Acho que Mauro tem a consciência de que, se Wilson fosse prefeito, teria um tratamento mais respeitoso do que está tendo”, afirmou.

Lima ainda comparou o processo vivenciado por Mauro com o mesmo desgaste político vivido por Wilson Santos, por ter renunciado à Prefeitura de Cuiabá para disputar o governo estadual em 2010. Na ocasião, o tucano estava com um ano e três meses do segundo mandato e perdeu as eleições. Em 2016, ao disputar de novo a prefeitura, Wilson foi recebido pelos eleitores com altos índices de rejeição.

“Wilson sofreu quando renunciou ao mandato da prefeitura. Ali começou um processo de desconstrução da imagem dele como um grande prefeito de Cuiabá, que custou muito caro. Custou o preço de ele chegar para disputar a prefeitura, no ano passado, com 50% de rejeição. E, mesmo assim, aceitou para não deixar o grupo sem palanque, sem a oportunidade de levar sua mensagem”, completou.

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