Comprar um imóvel pronto ou construir. Qual a melhor opção?

Mais do que dinheiro, a escolha também leva em consideração o afeto

Imagem Ilustrativa (Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

O mercado está cheio de possibilidades para quem quer ter um lugar para chamar de seu ou ampliar o espaço da família. Contudo, a dúvida é sempre a mesma: é melhor comprar um imóvel pronto ou construir a casa dos sonhos?

Para quem está diante deste dilema, é importante saber que dinheiro não é o fator determinante nessa escolha. Sentimentos como afeto e pertencimento também configuram aspectos decisivos no processo.

Com objetivo de ajudar quem enfrenta esta dúvida, o especialista em mercado imobiliário e fundador da StyleBrokers Negócios Imobiliários, Alessandro Miranda, dá algumas dicas de como tomar a atitude mais adequada e não se arrepender depois.

Ele esclarece que é o primeiro passo é o cliente definir qual o perfil da família dele e questões práticas, como de locomoção e proximidades de parentes. Na maior parte dos casos, a escolha de um imóvel pronto tem mais relação com a afetividade e localização, do que com o preço.

(Foto: Reprodução/Época Negócio)

“Alguns pontos de Cuiabá, não existem mais espaços disponíveis para a construção. Porém, a pessoa quer estar na vizinhança, onde muitas vezes foi criado ou recebido com carinho quando aqui chegou”, argumenta.

Neste ponto, leva-se em consideração a academia de costume, o salão de cabelereiro, a escola dos filhos e uma série de serviços que muitas vezes a mudança de bairro dificultaria o acesso.

Outra questão importante é a proximidade dos familiares, que algumas vezes ajudam no cuidado com os filhos ou estão idosos e precisam de um acompanhamento mais de perto.

Fique de olho nas armadilhas

Miranda explica que comprar um imóvel pronto pode ter armadilhas. Algumas delas são identificadas com a avaliação de um profissional e outras não. Uma rachadura na parede e até mesmo uma rede elétrica mal dimensionada podem ser observados. No entanto, uma questão hidráulica talvez não.

Então, a pessoa que se interessa por este tipo de imóvel tem que saber do risco e se precaver com o apoio de profissionais da construção para minimizar o dano não esperado. Com relação aos custos da adaptação em si, apenas um projeto pode revelar a estimativa.

(Foto: Freepik)

No entanto, é bom frisar que a reforma e readequação pode ficar mais cara que uma nova construção.

Alessandro alerta ainda as pessoas para procurarem um corretor credenciado ao Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci) em Mato Grosso. Assim, terão mais segurança na transação, já que o contrato direto com o proprietário pode render surpresas no futuro.

Uma delas é com relação a escritura e pendências legais envolvendo o bem, como penhora em processos e até mesmo a inclusão do imóvel em inventário.

Vale lembrar que na maior parte dos casos, o proprietário exige uma entrada antes da formalização do contrato, uma espécie de taxa pela reservar o imóvel, e já houve casos que o cliente pagou e no desenrolar do processo, descobriu os vícios documentais da propriedade, porém reaver o dinheiro foi um desafio, que envolveu tempo, dinheiro e energia.

Começando pelo alicerce

Já no caso do imóvel novo, argumenta Miranda, o cliente geralmente deseja a realização de um sonho. Algo individualizado e que seja planejado para atender as necessidades dos membros da família, seja em espaço, quantidade de cômodos ou na disposição dos ambientes.

Um imóvel novo pode ser vantajoso por conta da personalização dos espaços(Foto: Suellen Pessetto/ O Livre)

Hoje, um imóvel novo de alto padrão custa entre R$ 4 mil e R$ 6 mil o metro quadrado, contando com o terreno, e uma das vantagens é a valorização, caso haja uma necessidade de venda. Ela pode chegar a R$ 40%.

Neste caso, muitas vezes o obstáculo é a localização, que nem sempre está próxima ao centro. Porém, o futuro proprietário deve considerar, lembra Miranda, que muitas vias de acesso as áreas foram construídas, sem contar que mercados, galerias e uma série de serviços para o público estão sendo direcionados para a região dos novos residenciais.

Então, será uma questão de tempo a abertura das empresas e, com alguma paciência, o morador poderá se adaptar à nova rede de atendimento. Isso sem considerar os atendimentos delivery, que com a pandemia foram otimizados e trazem todo tipo de produto ou serviço à porta de casa.

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