Home office: maior parte dos brasileiros não tem estrutura para trabalhar em casa

Pesquisa da FGV mostrou que o trabalho em si não é o problema, mas a falta de infraestrutura mínima nos domicílios

(Foto de Lukas no Pexels)

Menos de 18% dos brasileiros têm condição de trabalhar de forma remota. A constatação é do Iinstituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e o motivo, em boa parte dos casos, não tem a ver com o trabalho em si, mas com as condições do domicílio.

Segundo os pesquisadores responsáveis pelo estudo, o Brasil poderia atingir um potencial de 25,5% dos trabalhadores em home office, se todos eles tivessem uma infraestrutura mínima em casa, o que inclui computador, acesso à internet e até energia elétrica de forma contínua.

Os dados do Brasil, aliás, estão bem abaixo de países desenvolvidos, conforme reportagem do portal G1. Nos Estados Unidos, pelo menos 37% dos trabalhadores têm potencial para aderir ao home office. No Reino Unido e Suécia, esse percentual é de 31%.

E na pandemia?

O estudo da FGV afirma que, mesmo no auge da pandemia, o trabalho remoto foi possível para somente 10,4% dos trabalhadores.

Na época, a estimativa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) era de que o país atingisse um potencial de 22,7% dos brasileiros trabalhando remotamente. O levntamento da FGV, no entanto, teria considerado dados ignorados naquele momento.

Enquanto o Ipea teria considerado somente a natureza do trabalho, a FGV levou em consideração as condições do trabalhador, se embasando em dados de pesquisas do IBGE.

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