33% dos profissionais trocariam de emprego se empresas acabassem com o home office

Número é ainda maior entre as mulheres e preocupa especialistas, já que boa parte desses profissionais diz estar trabalhando muito mais

(Foto: Freepik)

Cerca de 33% dos profissionais cogitam deixar seus empregos, caso as empresas em que trabalham proíbam o home office. O número é de uma pesquisa realizada pela Robert Half, empresa americana especializada em recrutamento e seleção de trabalhadores.

Os dados do levantamento ainda apontam que esse número é maior entre as mulheres: 44% delas trocariam de emprego, se não pudessem mais trabalhar em casa em suas empresas atuais.

Entre os homens, 31,4% fariam o mesmo.

A pesquisa ainda revelou que para 63,8% dos profissionais o sistema híbrido de trabalho – aquele em que durante apenas alguns dias da semana é preciso ir para o escritório – é o ideal. Mas tem um detalhe: seria necessário ser permitido ficar mais dias da semana trabalhando em casa.

Pesquisa brasileira

O resultado entre os brasileiros é semelhante. Uma pesquisa feita pela Faculdade de Economia é Administração da Universidade de São Paulo (USP) revelou que somente 14% dos profissionais têm interesse em voltar aos escritórios.

Entre os entrevistados, 73% estão muito satisfeitos de trabalhar em casa e 78% gostariam de manter esse sistema quando a pandemia chegar ao fim.

A pesquisa revelou ainda que 81% acreditam que sua produtividade é maior ou igual trabalhando de casa.

Mais horas de trabalho

A pesquisa da USP também revelou que boa parte dos brasileiros em home office tem trabalhado por mais horas ao longo do dia.

Entre os entrevistados, 45% disse estar trabalhando em média 45 horas por semana. E 23% afirmaram que suas jornadas têm variado de 49 a até 70 horas semanais. Um ponto que tem preocupado especialistas.

 

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