Candidata a vice questiona rombo e diz que Taques agravou situação do MT Prev

Sirlei Theis disputa na chapa de Wellington e critica propostas de adversários para previdência

(Foto: Assessoria)

Servidora estadual e candidata a vice-governadora, Sirlei Theis (PV) questionou o rombo de R$ 800 milhões da previdência informado pelo governo. Ela afirmou que esse valor é aparentemente superficial, pois faltam dados reais sobre as condições do MT Prev, e que nem o próprio governador Pedro Taques (PSDB) saber informar o déficit da previdência estadual.

“A Assembleia Legislativa tentou instalar uma CPI para abrir essa ‘caixa preta’, mas não obteve sucesso porque a gestão atual, por meio da bancada governista, não aceitou”, lembrou Sirlei, que é funcionária efetiva da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).

Ela afirmou que a revisão do valor do patrimônio imobiliário do MT Prev, feita na gestão de Taques, pode ter agravado a situação do fundo. “Foi uma irresponsabilidade. Numa ‘canetada’, o MT Prev teve seus imóveis desvalorizados em R$ 27 bilhões. Estava avaliado em R$ 35 bilhões e foi reduzido para R$ 8 bilhões, gerando impacto direto nas contas da Previdência”, disse.

Críticas a Mauro Mendes

Candidata na chapa de Wellington Fagundes (PR), ela alfinetou também o adversário Mauro Mendes (DEM), que admitiu na imprensa deixar de pagar os aposentados caso não haja “dinheiro novo”.

“Como funcionária pública concursada e, principalmente, como gestora pública, lamento ter que ouvir uma fala tão carregada de desinformação e irresponsabilidade”, disse. Segundo Sirlei, não pagar direitos é algo ‘inimaginável’ em qualquer cenário político ou econômico. “Isso seria penalizar quem confiou e dedicou anos e anos de sua vida e de sacrifícios em prol do Estado”.

Sirlei viu na fala de Mendes “despreparo” e “intenção de aumentar impostos”. “Ele mostra desconhecer o MT Prev, mesmo depois de ter participado tão ativamente do atual Governo, indicando secretários para pastas estratégicas, como Fazenda e Planejamento. A ameaça aos nossos aposentados e pensionistas indica, na verdade, incapacidade de gestão em situação de crise, ao menos sem criar o caos”, disse.

Dívida ativa

A candidata apontou como solução para o rombo da previdência o aporte da dívida ativa do Estado no fundo. “Basta cumprir a lei, que define que a dívida ativa do Estado seja destinada à previdência estadual, o que no atual governo não foi cumprido, pois todos os recursos foram para a Conta Única, na Fonte 100”, disse. “A dívida ativa do Estado está avaliada em R$ 40 bilhões. Fazendo valer a lei, não é preciso aumentar a contribuição do funcionalismo nem deixar de pagar aposentados e pensionistas”, explicou.

Sirlei afirmou que o tema já foi analisado por especialistas no plano de governo de Wellington Fagundes. “Nossos estudos foram aprofundados e, ao contrário dessa desinformação, as aposentadorias podem ser pagas e o déficit ser sanado nos próximos dez anos”, concluiu.

(Com assessoria)

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