Após três meses, delegado deixa investigações dos grampos ilegais

Delegado apareceu em foto com testemunhas de defesa de um dos investigados

Ilustrativa/NewsX

A Polícia Judiciária Civil tirou o delegado Rafael Mendes Scatolon das investigações dos grampos ilegais orquestrados no Governo de Mato Grosso. O caso, conhecido por Grampolândia Pantaneira, voltou a ser investigado em maio deste ano.

Além de Rafael, foram designadas para compor uma equipe especial de investigação as delegadas Jannira Laranjeira e Luciana Batista Canaverde. Atualmente, a equipe é responsável por sete inquéritos sobre o caso.

No entanto, portaria assinada pelo diretor geral substituto, Gianmarco Paccola Capoani, no dia 15 de agosto, redesignou Scatolon. Agora ele passa a atuar na Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Administração Pública (Defaz).

No documento, o diretor justificou que a Defaz passa por déficit no quadro de funcionários. Segundo ele, isso estaria “dificultando a prestação de serviço com qualidade e excelência”.

A informação extraoficial, porém, é a de que Scatolon teria sido substituído em razão de envolvimento com testemunhas de um dos investigados. O fato veio à tona depois que uma foto foi publicada nas redes sociais. O caso teria causado problemas dentro da equipe especial de investigação.

Quando o caso veio à tona, em 2017, a Polícia Civil chegou a mover investigações para apurar o esquema de escutas clandestinas. No entanto, suposto envolvimento do ex-governador Pedro Taques (PSDB) levou o caso para o Superior Tribunal de Justiça (STJ). As investigações eram conduzidas pelos delegados Flávio Stringueta e Ana Cristina Feldner.

Com a saída de Taques do governo, as investigações voltaram para o âmbito estadual. Antes da nomeação dos novos delegados, em maio, Stringueta e Ana Cristina foram convidados a retomarem a condução dos inquéritos. No entanto, eles recusaram.

A Polícia Civil ainda não informou quem vai assumir o lugar deixado por Rafael.

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1 COMENTÁRIO

  1. ESSE DELEGADO RAFAEL FICOU FAMOSO QUANDO CHEFIOU A DELEGACIA DE LUCAS DO RIO VERDE/MT. NAQUELE TEMPO ELE ACOBERTAVA OS ATOS PEDÓFILOS PRATICADOS POR FAZENDEIROS PODEROSOS DA REGIÃO. AS FAMÍLIAS QUE TINHAM SUAS FILHAS VIOLADAS FAZIAM BOLETINS DE OCORRÊNCIA, NO ENTANTO, NENHUM INQUÉRITO ERA ABERTO E TODA DOCUMENTAÇÃO QUE ACOMPANHAVA OS BOLETINS SIMPLESMENTE “DESAPARECIA” DE DENTRO DA PRÓPRIA DELEGACIA. NA CORREGEDORIA DA PJC EM CUIABÁ/MT EXISTE UMA PILHA DENÚNCIAS QUE VERSAM SOBRE AS MAIS DIVERSAS E HEDIONDAS AÇÕES DESSE DELEGADO, MAS EIS QUE ATÉ O MOMENTO NADA DE FEITO E NEM EFEITO. PORÉM, PELAS ÚLTIMAS NOTÍCIAS, PARECE QUE DE FATO AQUI SE PAGA!

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