Polícia Civil define delegados que irão conduzir investigação dos grampos ilegais

Flávio Stringueta e Ana Cristina Feldner foram convidados para assumir à investigação novamente, mas recusaram

(Foto: Divulgação)

A Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (PJC-MT) definiu os três novos delegados que serão responsáveis por conduzir os inquéritos policiais que apuram interceptações telefônicas ilegais no Estado de Mato Grosso, caso conhecido como Grampolândia Pantaneira. Rafael Mendes Scatolon, Luciana Batista Canaverde e Jannira Laranjeira Siqueira Campos foram designados exclusivamente para as investigações.

De acordo com a diretoria da Polícia Civil, os delegados Flávio Stringueta e Ana Cristina Feldner, responsáveis pela investigação antes dos autos serem remetidos ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), foram convidados para, novamente, conduzir o trabalho, mas recusaram.

Segundo a direção, Stringueta, que atua como titular da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), disse que não deseja deixar a unidade para estar à frente da investigação e Ana Cristina Feldner está de licença maternidade.

Os três novos nomes foram oficializados nessa terça-feira (07) ao desembargador-relator do caso no Tribunal de Justiça,  Orlando Perri, e também ao juiz da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, Jorge Luiz Tadeu Rodrigues. Eles, que devem iniciar os trabalhos a partir da semana que vem, irão desenvolver as investigações juntamente com cinco investigadores, sendo dois analistas de inteligência, e dois escrivães de polícia.

Grampolândia pantaneira

O esquema de grampos ilegais foi denunciado pelo promotor de Justiça Mauro Zaque à Procuradoria Geral da República (PGR), a quem afirmou que o governo do Estado tinha conhecimento sobre as escutas ilegais instaladas em Mato Grosso.

Inicialmente, o pedido de interceptação telefônica foi autorizado pela Justiça Estadual, mas teve a finalidade alterada depois que número de pessoas sem envolvimento em crimes terem sido incluídos – uma manobra chamada de barriga de aluguel.

Depois de ter alertado o governador Pedro Taques, Zaque procurou a PRG, em janeiro de 2017. O escândalo veio à tona após uma reportagem veiculada pelo Fantástico, em maio de 2017, na qual o promotor reafirma as denúncias.

O caso resultou em 13 pessoas presas, quatro secretários exonerados e dez inquéritos criminais. O possível envolvimento do governador Pedro Taques (PSDB) está nas mãos do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que em outubro do ano passado, a pedido do Ministério Público Federal (MPF), determinou o desmembramento do inquérito.

Com a decisão, apenas o governador permaneceu sendo investigado pela Corte Superior, enquanto os demais foram remetidos para a primeira instância de Mato Grosso.

*Com assessoria

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