Unemat participa de pesquisa que tenta criar vacina oral contra o coronavírus

Professora pós-doutora em microbiologia vai analisar material genético do vírus na busca por candidatos para a imunização

(Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

A corrida científica na busca pela vacina contra o coronavírus ganhou novos aliados. A Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) passou a integrar uma pesquisa cujo principal objetivo é a produção de uma vacina oral contra a covid-19.

O grupo de pesquisa é chefiado pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), de Minas Gerais.

Na Unemat, a pesquisa é feita pela professora Julliane Dutra Medeiros, doutora em Genética, com pós-doutorado em microbiologia. Ela é vinculada ao campus de Alta Floresta, a 800 km de Cuiabá.

Julliane Dutra participará da análise do material genético do coronavírus na busca por candidatos para a vacina. Além disso, deve investigar o DNA das bactérias presentes no trato respiratório de pessoas infectadas.

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A professora lembra que, neste momento de pandemia, é muito importante unir forças e mostrar para a sociedade o papel da ciência nacional de qualidade.

“Esse projeto é muito importante para a ciência brasileira, porque é uma iniciativa 100% nacional, com atuação de pesquisadores de diversas instituições públicas de vários Estados. A estratégia metodológica é diferente das atuais vacinas que estão em fases mais avançadas mas, mesmo assim, ela tem um potencial bem importante”, disse.

Vacina Oral

Coordenador do projeto e professor do Instituto de Ciências Biológicas da UFJF, Cláudio Galuppo Diniz explica que, inicialmente, bactérias benéficas aos seres humanos serão modificadas em laboratório por meio de métodos de engenharia genética. Depois, pela via oral, a vacina deverá apresentar ao corpo humano as estruturas do coronavírus.

O sucesso será observado quando, após essa introdução, o corpo humano desenvolver imunidade à covid-19.

“Mesmo vacinas em pesquisas mais adiantadas usando essas outras estratégias não alcançaram sucesso até o momento e não temos garantias de que funcionarão. Logo, precisamos de muita gente nessa corrida científica e tecnológica, testando diferentes estratégias vacinais porque, em algum momento, um grupo de pesquisadores vai acertar e toda a sociedade ganha”, afirmou.

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