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Professor, atleta olímpico e plantador de sonhos; conheça o mestre Vicente Lenilson

Foto de Caroline Rodrigues
Caroline Rodrigues

Ex-atleta olímpico e professor, Vicente Lenilson diz que entre suas atribuições está o plantio de sonhos. Ele trabalha em um projeto social com objetivo de identificar novos talentos e formar cidadãos por meio do atletismo.

“Quando eu era criança e estava começando a treinar, tive que escolher entre o crime e o esporte. Nessa hora, um professor plantou em mim o sonho de ser um atleta olímpico e quero fazer o mesmo”.

Agora, Lenilson segue semeando e, mesmo com as dificuldades, não desiste dos alunos. Na rotina de treinos, ensina mais que exercício: tenta transformar vidas mostrando a importância da disciplina, determinação e valores.

Trajetória do mestre

Lenilson nasceu em Currais Novos, no Rio Grande do Norte. Conheceu o atletismo na escola e demorou muito até conseguir os primeiros incentivos.

Passou fome porque a família era muito pobre e as dificuldades foram incontáveis até  conseguir chegar no ápice da sua carreira, quando conquistou um pódio nas Olimpíadas de Sidney.

Na ocasião, recebeu a medalha de prata no revezamento 4 X 100 e ganhou o apelido de “pequeno gigante”, pelo seus 1,66 m de altura.

Um justo reconhecimento para quem já carregava uma série de resultados impressionantes como o record brasileiro dos 100 metros rasos.

Quando a vocação se transformou

Com o tempo, o atleta percebeu que era preciso mais tempo para recuperação entre treinos e as lesões tornaram-se constantes. Nesse momento, o professor passou a repensar o futuro da sua carreira.

“Eu e minha esposa somos atletas e resolvemos trabalhar com o projeto. Começamos em Presidente Prudente, depois passamos para Bragança Paulista, até que nos instalamos em Cuiabá”.

Hoje, ele tem o apoio da Unimed Cuiabá, Energisa, Colégio Fato, Secretária de Estado de Cultura, Esportes e Lazer (Secel) e do Exército Brasileiro.

As crianças treinam na pista do 9º Bec e têm atendimento médico e odontológico.

“Aqui, eles estão seguros. Um espaço adequado e com estrutura. Eles chegam aqui às 14h e saem às 17h, depois do jantar”.

“Eu estimo que 15% das crianças que treinam conosco têm perfil olímpico e pretendemos mostrar a eles que com disciplina é possível”.

Além de atuar no projeto, que faz parte do Instituto Vicente Lenilson e não tem fins lucrativos, o professor atua como coordenador de esportes de alto rendimento no governo do Estado.

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