Investigadores da Polícia Civil são presos acusados de extorquir empresário

Os policiais civis são acusados de pedir R$ 30 mil para empresário e foram presos em flagrante; caso aconteceu na região metropolitana de Cuiabá

Dois investigadores da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (Derfva) de Cuiabá foram presos nessa terça-feira (15) acusados de extorquir um empresário de Várzea Grande, de 42 anos.

A investigação que levou à prisão dos policiais teve início na última sexta-feira (11), quando a Corregedoria-Geral da Polícia Civil recebeu uma denúncia anônima de que dois policiais foram em uma autoelétrica no pátio do Posto Pindorama, em Várzea Grande, e exigiram dinheiro do dono da empresa.

O denunciante não informou o motivo da extorsão, nem deu mais detalhes do caso, encerrando a ligação em seguida. Diante da denúncia, uma equipe da Polícia Civil foi enviada ao posto para identificar a suposta vítima.

Os policiais conseguiram contactar a vítima e ele contou ter sido procurado por dois policiais civis no dia 07 de outubro, que exigiram R$ 30 mil, alegando que a cabine de um caminhão comprado por ele era “esquentada”, ou seja, não teria documentos.

O empresário, no entanto, não tinha o dinheiro pedido e conseguiu negociar para pagar R$ 5 mil, sendo R$ 3 mil à vista e R$ 2 mil posteriormente – que os policiais ficaram de buscar nessa terça-feira (15).

A equipe que investigava o caso orientou a vítima a registrar em foto os números de série das notas que seriam entregues aos suspeitos e pediu que ele avisasse a PJC assim que entregasse o dinheiro.

De campana, uma equipe do Grupo de Operações Especiais (GOE) e investigadores da Corregedoria da Polícia Judiciária Civil acompanharam o encontro entre a vítima e os policiais que estavam o extorquindo, às 15 horas dessa terça-feira (15).

Depois de receberem os R$ 2 mil da vítima, os policiais Juracy Campos de Aguiar, 49 anos, e Leonel Virgolino Pacheco, 41 anos, seguiram em direção a Cuiabá e foram seguidos por dois policiais civis, enquanto a equipe do GOE dava apoio.

Os dois foram parados na Avenida Governador Júlio Campos, no Bairro Santa Izabel, ainda em Várzea Grande. Com eles foram encontrados R$ 3.113, sendo R$ 1.559 na carteira do investigador Aguiar, e R$ 1.554 na carteira do investigador Leonel, Ambos são lotados na Derfva.

Leonel tentou jogar um celular embaixo do banco, mas o aparelho foi apreendido, assim como um radiocomunicador e documentos como ordens de serviço, rascunho com anotações e intimações assinadas.

Os dois foram presos e encaminhados para a Central de Flagrantes de Várzea Grande, acusados de concussão – ato de exigir para si ou outrem vantagem indevida em razão da função exercida, direta ou indiretamente.

Em nota, a Polícia Judiciária Civil informou que a atuação da Corregedoria é pautada na responsabilidade e legalidade, em respeito à sociedade mato-grossense que merece uma segurança pública de qualidade e eficiente.

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