Polícia ouve familiares e pacientes de hospital acusado de negligência em Cuiabá

Delegada responsável pelo caso instaurou um AIP e já ouviu a técnica de enfermagem que fez a acusação

Foto: Assessoria Polícia Civil de Mato Grosso

A delegada da Polícia Civil Luciani Barros Pereira de Lima, da 2ª Delegacia de Cuiabá (Planalto), continua nesta semana com as oitivas de familiares de pessoas que foram hospitalizadas no Hospital São Judas Tadeu, de Cuiabá, acusado por uma técnica de enfermagem, ex-funcionária da unidade, de supostos atos de negligência.

Familiares de cinco pessoas que estiveram internadas no hospital procuraram a Polícia Civil. As informações relatadas por essas famílias estão sendo apuradas.

A delegada informou que dois pacientes que passaram por atendimento no hospital serão ouvidos pela equipe da delegacia em suas residências, porque não apresentam condições de comparecer à unidade policial.

O hospital encaminhou os documentos solicitados pela delegada, que serão analisados. A delegada vai requisitar também ao hospital os prontuários médicos dos pacientes relatados nas denúncias.

A pedido da autoridade policial, a Perícia Técnica e Oficial do Estado já coletou as imagens das câmeras da unidade de saúde.

Todas as informações reunidas nas diligências coordenadas pela delegada fazem parte do Auto de Investigação Preliminar instaurado para apurar os fatos relatados na denúncia feita pela técnica de enfermagem.

Na semana passada, a delegada Luciani Barros ouviu em depoimento a técnica de enfermagem que relatou as supostas denúncias em um boletim registrado na Central de Ocorrências de Cuiabá, no dia 5 de abril.

A delegada destaca que todas as denúncias apresentadas pela profissional de saúde estão sendo apuradas, assim como analisados os documentos já recebidos, entre outras informações que se fizerem necessárias para o esclarecimento dos fatos registrados.

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O caso

técnica e ex-funcionária do hospital registrou um boletim de ocorrência no dia 5 de abril relatando supostas “irregularidades” que aconteciam no São Judas Tadeu. 

Segundo a técnica em enfermagem, a direção do hospital fechou o centro cirúrgico, a farmácia estava sem medicação necessária e pacientes estariam sendo amarrados à cama como parte do atendimento. Ela disse ainda que oxigênio estaria sendo negado a pacientes. 

O BO foi registrado após a demissão dela no dia 1º de abril. Segundo a técnica, a exoneração teria ocorrido por ter tentado informar a direção do hospital sobre as irregularidades via redes sociais. 

O que disse o hospital?

O Hospital São Judas Tadeu negou a versão da técnica. Informou em nota que a denúncia partiu “de uma funcionária que trabalhou 50 dias na instituição e foi demitida na semana passada justamente por práticas dissonantes com as exigidas pelo hospital”. 

“Por isso, utiliza-se dessa pauta com cunho de promover retaliação e vingança. É evidente que as afirmações são desprovidas de qualquer fundamento e principalmente provas”, pontua. 

(Da Assessoria)

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