CRM investiga denúncia de negligência em hospital particular em Cuiabá

Sindicância foi aberta mesmo sem denúncia de técnica de enfermagem que diz ter presenciado "irregularidades" no tratamento de pacientes

Foto: Reprodução/Google

O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) instaurou uma sindicância para apurar a denúncia sobre suposta negligência no Hospital São Judas Tadeu, em Cuiabá. 

O conselho disse que irá solicitar informações a parentes e outras pessoas que acompanharam o tratamento do major da Polícia Militar, Thiago Martins, 34 anos, que teria sofrido a negligência durante internação por covid-19.  

O procedimento, anunciado nesta terça-feira (6), foi aberto independentemente da denúncia da técnica em enfermagem, Amanda Benício 38 anos, e ocorrerá sob sigilo. 

“A denunciante até o momento não registrou a denúncia no CRM-MT. A corregedoria foi acionada com base nas notícias veiculadas na imprensa. O próprio conselho instaura a sindicância baseada em matérias jornalísticas”, informou o CRM.  

técnica e ex-funcionária do hospital registrou um boletim de ocorrência (BO) na segunda-feira (5) com as informações sobre “irregularidades” que aconteciam no São Judas Tadeu. 

Segundo a técnica em enfermagem, a direção do hospital fechou o centro cirúrgico, a farmácia estava sem medicação necessária e pacientes estariam sendo amarrados à cama como parte do atendimento. Ela disse ainda que oxigênio estaria sendo negado a pacientes. 

O BO foi registrado após a demissão na quinta-feira (1º). Segundo a técnica, a exoneração teria ocorrido por ter tentado informar a direção do hospital sobre as irregularidades via redes sociais. 

“Funcionária demitida”

O Hospital São Judas Tadeu negou a versão da técnica. Informou em nota que a denúncia partiu “de uma funcionária que trabalhou 50 dias na instituição e foi demitida na semana passada justamente por práticas dissonantes com as exigidas pelo hospital”. 

“Por isso, utiliza-se dessa pauta com cunho de promover retaliação e vingança. É evidente que as afirmações são desprovidas de qualquer fundamento e principalmente provas”, pontua. 

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