Pais passam a protestar diariamente pelo fim da greve

Grupo busca apoio da sociedade pelo fim da greve que dura 73 dias

Manifestantes alegam que greve está infringindo o direito das crianças

Desde semana passada, um grupo de pais está se revezando para manter protestos diários em frente à Escola Estadual Souza Bandeira. Eles reivindicam o retorno às aulas, suspensas há 73 dias devido à greve dos professores.

Com cartazes, feitos a mão com canetinhas, eles pedem aos motoristas que buzinem ao passar na avenida Fernando Corrêa da Costa, que fica em frente à escola.

Mera Regina Barbosa explica que para os manifestantes, a interrupção das aulas fere o direito das crianças, uma vez que a greve já foi considerada ilegal para o judiciário.

Ela argumenta ainda que a situação causa risco para as próprias crianças, uma vez que os pais precisam contratar alguém para cuidar dos filhos, deixar com parentes e até mesmo sozinhos em casa para conseguir trabalhar.

“Há caso de mães que saíram do trabalho porque não tinham pessoas de confiança para deixar o filho. Isto compromete o sustento da própria criança”.

Na noite desta quinta-feira (8), pais e alunos do Liceu Cuiabano se uniram ao grupo, conta Mera.

Impacto em cadeia

A motorista autônoma de van escolar, Carol Coelho, 39, explica que muitos clientes deixaram de pagar este mês porque não houve aula e ela não pode sequer colocar outro aluno no lugar, pois o contrato é anual.

“A van tem um número de vagas e caso o aluno retorne, eu não tenho como transportá-lo de pé. Van escolar não é ônibus, tem regras distintas”.

Quanto mais os dias passam, maior é o prejuízo computado pela empresária. Especialmente, porque na casa dela, o marido trabalha no mesmo setor.

Estudantes buscam apoio popular na avenida Fernando Corrêa da Costa, Coxipó

9º ano

A representante estudantil do Conselho Deliberativo da Escola Estadual Souza Bandeira, Suzana Akemi Alencar Tsuzuki, lembra que o 9° está participando ativamente do protesto porque se preocupa com a sequência dos estudos.

Eles estão no último ano e todos da sala vão concorrer a uma vaga no Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT).

“Perdemos em conteúdo porque a prova é concorrida. Também estamos inseguros porque falam em concluir este ano letivo em 2020. Desta forma não teremos atestado de conclusão de curso para fazer a matrícula no IFMT, caso a gente passe na seleção”.

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