Operação Sangria: ex-secretário e empresários são ouvidos em ação na Justiça Federal

Ação penal que apura crimes na saúde pública de Cuiabá já caminha para a fase final, após oitivas de acusados e testemunhas

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

O ex-secretário de saúde de Cuiabá, Huark Douglas Correia, prestou depoimento na segunda-feira (14) na ação penal que tramita na Justiça Federal da qual é acusado de fraudes em licitação, organização criminosa, corrupção ativa e passiva.

O processo criminal é conduzido pelo juiz federal Paulo César Alves Sodré. A audiência de instrução e julgamento também ouviu o empresário Adriano Luiz Sousa.

Ambos os depoimentos duraram mais de duas horas. A ação penal tramita em sigilo.

De acordo com a fonte do LIVRE, está previsto para a tarde desta terça-feira (15) o interrogatório do ex-secretário adjunto de Gestão de Saúde de Cuiabá, Flávio Taques, o médico e empresário Fábio Liberali Weisshemer e Luciano Correa Ribeiro.

Prazo para alegações finais

O juiz federal Paulo Sodré já colheu os depoimentos das testemunhas de acusação arroladas pelo Ministério Público Federal (MPF) e também as testemunhas arroladas pela defesa.

Após ouvir cada um dos réus, o magistrado vai abrir prazo para as alegações finais. Em seguida, decidirá pela sentença que poderá ser de absolvição ou condenação dos réus.

Monopólio da saúde

O ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Huark Douglas Correia, e outras seis pessoas foram presas na segunda fase da Operação Sangria no dia 22 de abril de 2019.

A operação foi deflagrada pela Delegacia Fazendária. Posteriormente, a Justiça estadual acolheu argumento da defesa de um dos acusados de que o suposto esquema envolveria dinheiro liberado pelo governo federal, o que remeteria a competência da Justiça Federal para processar e julgar as ações criminais.

Todos são acusados de fraudes em licitação, organização criminosa e corrupção ativa e passiva, referente a condutas ilícitas praticadas por médicos, que administravam empresa, funcionários públicos e outros, tendo como objeto lesar o erário público, por meio de contratos vinculados às secretarias estadual e municipal de Saúde com as empresas usadas pela organização, em especial, a Proclin e a Qualycare.

Influência na administração pública

De acordo com a investigação, a organização criminosa mantinha influência dentro da administração pública, no sentido de desclassificar concorrentes, para que ao final, apenas empresas pertencentes a eles (Proclin/Qualycare) pudessem atuar livremente no mercado.

Em um dos depoimentos à Polícia, o ex-secretário Huark Douglas Correia, tido como chefe da organização criminosa, confessou que houve pagamento de propina a agente público em contrato com empresa que fornecia profissionais para atuar no Hospital São Benedito.

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