Operação Fake Paper: empresas emitiram mais de R$ 300 milhões em notas frias

Documentos eram usados por produtores rurais para sonegar impostos, fraudar licitações e até "esquentar" mercadorias furtadas ou roubadas

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

A Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz) deflagrou nesta quarta-feira (9), em conjunto com a Secretaria de Estado de Fazenda, a Operação Fake Paper.

São cumpridos 9 mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão por crimes contra a administração pública.

O alvo é uma organização criminosa que abria empresas de fachada para emissão de notas frias. Os documentos eram usados por produtores rurais para sonegar impostos, fraudar licitações e até “esquentar” mercadorias furtadas ou roubadas.

De acordo com o delegado Sylvio do Vale Ferreira Junior, a atuação da organização distorcia informações sobre a produção econômica de Mato Grosso a ponto de interferir no cálculo dos fundos de participação dos Municípios e dos Estados.

A Secretaria de Fazenda de Mato Grosso constatou que, juntas, as empresas Rio Rancho Produtos do Agronegócio Ltda.; Mato Grosso Comércio e Serviços e B. Da S. Guimarães Eireli emitiram mais de R$ 337,3 milhões em notas frias.

Titular da Defaz, o delegado Anderson da Cruz e Veiga explica que “a operação busca apreender documentos, dispositivos móveis e computadores que possam robustecer ainda mais a investigação”.

Os mandados estão sendo cumpridos em sete cidades de Mato Grosso: Cuiabá, Tangará da Serra, Campo Novo dos Parecis, Barra do Bugres, Canarana, Sorriso e Juína.

(Com assessoria)

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