Justiça marca audiência do caso de jovem esquizofrênico morto após ingerir bebida alcoólica

Jonatas Lira Xavier foi induzido e bebeu pelo menos 3 garrafas de "corote" até passar mal e não resistir

(Foto: Reprodução / O LIVRE)

A Justiça marcou para 9 de novembro, às 15h30, a audiência de instrução do caso Jonatas Lira Xavier, que morreu após ingerir garrafas de pinga em Cuiabá. O procedimento será realizado por videoconferência.

Nessa fase, serão ouvidos acusados, testemunhas, peritos, entre outros, com o objetivo de recolher provas orais antes de levar o caso a julgamento.

Jonatas, de 27 anos, era esquizofrênico e perambulava pelas ruas da região do Consil, em Cuiabá. Como de rotina, parou em um bar e pediu dinheiro aos frequentadores para comprar bebida.

Victor Hugo da Silva Gama, Augusto Matsubara e Fabiana Souza Carvalho se aproveitaram da condição de Jonatas e fizeram o rapaz ingerir uma grande quantidade de bebida alcoólica, na madrugada de 9 de agosto do ano passado. O rapaz morreu dois dias depois por insuficiência renal aguda e intoxicação exógena.

A Promotoria, em sua denúncia, destaca que o trio assumiu o risco de cometer um homicídio e ainda facilitou a corrupção de uma adolescente que também estava no local na hora do crime.

Na decisão divulgada no Diário de Justiça desta segunda-feira (13), o juiz Flávio Miraglia Fernandes discorda da defesa dos acusados e afirma que “há indícios para a deflagração da ação penal” e pontua ainda que o recebimento da denúncia também está em sintonia às leis vigentes.

Ação filmada

No dia do crime, parte da ação foi filmada pelos denunciados. A Justiça relembra que Victor Hugo foi quem comprou e ministrou a Jonatas ao menos três garrafas de corote. A ação era acompanhada pelos outros dois denunciados e pela adolescente “os quais incentivavam a conduta em tom de zombaria e indiferença à vítima”, destaca.

O texto judicial frisa ainda que Vitor Hugo chegou a balançar a cabela de Jonatas repetidas vezes após a ingestão considerável de bebida. Enquanto isso, Augusto gravou as cenas e compartilhou nas redes sociais e aplicativos de mensagens de aparelho celular.

“A ausência de preocupação com o resultado morte se vê demonstrada especialmente por meio de registros audiovisuais”, reforça o magistrado Fernandes.

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