Homem que tentou matar a ex-namorada é condenado e solto

O condenado não aceitava o fim da relação e agrediu a ex-companheira porque ela não foi para casa; caso aconteceu em Cuiabá

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

O relacionamento entre Marcos de Arruda Petronilio, de 31 anos, e Eduarda já tinha acabado em outubro de 2017. Mas ele não aceitava o fim da relação, até que, um dia, ele a agrediu e tentou matá-la a facadas.

Pela tentativa de homicídio triplamente qualificado, Marcos foi condenado a seis anos e seis meses de prisão, pelo Tribunal do Júri de Cuiabá, no dia 18 de novembro.

Apesar de ter sido condenado, Marcos deixou o presídio onde estava preso preventivamente desde a data do crime. Ele foi condenado ao regime semiaberto e, como não há esse sistema em Mato Grosso, será monitorado de forma eletrônica e deverá cumprir medidas cautelares.

Segundo o processo, era uma manhã de outubro quando Eduarda estava em uma lanchonete do Bairro Osmar Cabral com amigos. Ela percebeu que Marcos a aguardava no lado de fora e, temendo a reação do ex-companheiro, foi para outro local com os amigos.

Mesmo quando mudaram a lanchonete, Marcos os seguiu. Ele entrou no local exaltado, questionando a ex-companheira se ela não iria embora. Eduarda disse para Marcos cuidar da própria vida, já que o relacionamento entre os dois estava rompido.

Marcos ficou furioso e passou a agredi-la. Primeiro deu um soco em suas costas. Eduarda, para se defender, arremessou uma cadeira contra o ex-companheiro.

O acusado saiu do local, mas a esperou do lado de fora. Consta no processo que ele fazia gestos de ameaça contra a mulher, dizendo que iria pegá-la.

Segundo a ação, ele deixou a lanchonete por alguns minutos e, ao retornar, já estava com uma faca. Então, foi para cima de Eduarda e a golpeou.

A mulher foi atingida nos braços e em uma das axilas. Eduarda só não foi morta porque as testemunhas interferiram, impedindo a continuidade da agressão.

Marcos chegou a fugir, mas acabou preso pela Polícia Militar. Ele foi denunciado pelo Ministério Público por tentativa de homicídio, com as qualificadoras de motivo fútil, meio cruel e feminicídio.

Quando analisaram o caso, os membros do Tribunal do Júri consideraram que o homem “agiu de forma premeditada, fria e bastante violenta”.

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